Empreendedorismo

10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA PARA ABRIR UMA EMPRESA EM CASA

Você teve uma ideia para abrir uma empresa em casa e está prestes a contar para o mundo. Que bom! Antes de por tudo em prática, reserve um tempinho para ler esta lista. São as dez coisas de que você precisa (além de clientes) para começar seu negócio com o pé direito:

1. Em primeiro lugar, um mercado para seus produtos e serviços. Se você ainda não se preocupou com isso, não siga em frente. “Este é um primeiro passo fundamental e é impressionante quantas pessoas montam um negócio sem ter mercado para isso”, conta Jane Applegate, autora e colunista que escreve sobre pequenos negócios. Mesmo conversas podem ajudar a responder muitas perguntas, ela afirma. “Se você quiser decorar bolos em casa, converse com 50 pessoas que você conhece e veja se elas comprariam com você. Converse com as pessoas nos locais que você frequenta. Certifique-se de que há quem queira comprar o que você tem para vender.”

2. Um espaço separado para o seu escritório. Sim, um quarto à parte seria bom. Não é obrigatório. Mas você precisa de uma área que seja inconfundivelmente seu local de trabalho e que possa ser fechada e isolada do resto da casa por divisores, cortinas ou até uma cortina de chuveiro, se é tudo o que você tem.

3. Uma boa estação de trabalho para usar o computador e o laptop. Se você fosse Azriela Jaffe, famosa autora que escreve sobre escritórios em casa, gastaria quase tanto dinheiro em uma cadeira confortável quanto em um computador. “Anos sentando na cadeira errada podem deixá-lo com problemas físicos e má postura”, ela diz. “Eu acho válido o investimento em uma cadeira.” Ela pensa o mesmo a respeito do mouse. “Você precisa de um mouse que não sobrecarregue o seu pulso. Um barato e básico não adianta.” Computador de mesa ou laptop? Como quiser. Atualmente, muitos dos laptops têm os mesmos recursos de um computador, mas com mais mobilidade. Você fica sujeito a um teclado menor e, em muitos casos, não tem mouse. Porém, se você viaja ou fica fora do escritório muito tempo, um laptop pode ser a escolha certa. Se puder, pode ser útil ter o laptop e o computador de mesa.

4. Uma linha de telefone (ou duas) à parte e uma boa conexão. Seus clientes vão gostar de ter as ligações atendidas por você, seu assistente ou uma mensagem profissional, não seu filho, com o cachorro latindo ao fundo. Uma linha telefônica exclusiva para a sua empresa é fundamental.

5. Uma conta bancária à parte. Isso é importante porque não é bom misturar o dinheiro dos negócios com o dinheiro pessoal. Ter uma conta bancária no nome da sua empresa é a coisa certa a fazer.

6. Formalização da empresa. Muitas empresas vão querer ver seu registro antes de fecharem negócios com você, avisa Applegate. Ter CNPJ é importante. Consiga um.

7. Um site e uma conta de e-mail com o nome da empresa. Sim, você precisa de um site para os negócios e para a publicidade. E precisa de um endereço na internet que corresponda ao nome da sua empresa, não uma confusão de letras e símbolos que ninguém memoriza. O mesmo acontece com o endereço de e-mail, uma conta de um servidor de internet. Você não apenas quer parecer profissional, mas quer promover a sua marca. Definitivamente, seu site ajuda sua empresa. Você recebe e-mails do mundo todo. Provavelmente, é a melhor ferramenta de marketing que você pode adotar.

8. Cartões de visita, material de escritório e, talvez, um fax. Os aparelhos de fax são coisa do passado? “Estão se tornando”, pondera Applegate, “mas ainda é necessário algum recurso para mandar fax.” Ela prefere programas de fax, para poder enviar fax pelo computador. Jeff Berner prefere um aparelho de fax padrão, para não precisar escanear os documentos para o computador. Os dois acham boa a ideia de comprar um aparelho multifuncional com recursos de cópia e fax.

9. Seguros de saúde e contra terceiros. Se você largar seu emprego para cuidar da empresa, estará sozinho. Não terá dias fixos para receber o salário. Não terá férias remuneradas. E será responsável por encontrar uma cobertura de seguros. O seguro de saúde é provavelmente o maior espinho para proprietários de pequenas empresas. É caro e, às vezes, difícil de conseguir. Uma das melhores formas de conseguir o seguro de saúde é por meio de organizações comerciais. Você também precisa pensar em um seguro para a empresa.

10. Horas de trabalho regulares e uma vida fora do escritório. Para muitas pessoas, abrir uma empresa em casa significa uma mistura da vida profissional com a pessoal. Donos de empresas em casa com experiência dizem que definiram horários de trabalho regulares e os mantêm. Quando não estão trabalhando, eles fecham as portas do escritório e saem. Da mesma forma, não permitem que as crianças brinquem dentro do escritório quando estão tentando trabalhar. Você estará enganando a si mesmo se achar que pode resolver seus assuntos com um bebê no colo. “Você precisa ser disciplinado”, afirma Applegate. “Você precisa dizer aos seus familiares que só o interrompam se a casa estiver pegando fogo.” Ao mesmo tempo, donos de empresas em casa podem exagerar e se isolar do resto do mundo. “Não se esconda em um casulo”, diz Berner. Mantenha sua rede de amizades e encontre formas de fazer novos amigos, ele aconselha. “Procure outros profissionais que trabalhem com algo parecido para pedir orientação. Saia para almoçar com outras pessoas sempre que for possível.” Isolar-se em seu escritório não apenas destrói sua vida social, mas é ruim para os negócios.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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5 motivos para se formalizar e se tornar MEI

O processo de formalização da sua empresa pode trazer ainda mais benefícios do que você imagina.

A categoria dos Microempreendedores Individuais (MEI) surgiu com o objetivo de criar melhores condições para que o trabalhador sem carteira assinada possa se regularizar. Para isso é possível se enquadra em mais de 365 atividades elementares como: manicures, costureiras, jardineiros, eletricistas, entre outras.

A formalização pode trazer benefícios diversos ao trabalhador, dentre eles, é possível destacar 5 principais vantagens para os novos e futuros Microempreendedores Individuais:

  1. Contratação de 1 funcionário com menor custo:

O MEI pode contratar 1 funcionário com valor de contratação igual a 11% sobre o salário mínimo ou piso da categoria;

  1. Isenção de taxas para o registro da empresa:

Todo o processo de formalização é unificado, mais barato e menos burocrático. O único custo da formalização é o pagamento mensal de R$ 46,85 (INSS), mais taxa de R$5,00 para prestadores de serviço (ou R$1,00 para Comércio e Indústria). O pagamento é feito através de carnê emitido através do Portal do Empreendedor;

  1. Menor Burocracia:

Através da elaboração da Declaração Anual do MEI o empreendedor fica em dia com suas obrigações fiscais e ainda mantem as finanças organizadas pois precisa fechar as contas do negócio mês a mês

  1. Acesso a diversos serviços bancários, inclusive serviços de crédito:

Com a formalização, o empreendedor tem mais oportunidades de conseguir crédito e financiamentos junto aos Bancos, especialmente os públicos

  1. Emissão de alvará provisório pela internet:

Empresas cadastradas em qualquer atividade seja comércio, serviços ou indústria, precisa de alvará da Prefeitura para iniciar suas atividades. Para o Microempreendedor Individual há a possibilidade de consegui-la sem custos e através do Portal do Empreendedor. O mesmo ocorre para o registro na Junta Comercial.

Com tantos benefícios fica fácil se formalizar, não é mesmo?

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Como a educação financeira contribui para o crescimento das empresas

 

Em um momento de crise aguda como a que passa o País, as micro e pequenas empresas são as que mais sofrem. No entanto, mesmo com o abalo na economia muitos encontram nesse período uma oportunidade de abrir o próprio negócio. O número de MEIs – microempreendedores individuais no Brasil saltou de 4,6 milhões para 6,1 milhões até julho de 2016.

Levantamento produzido pelo Banco Central em parceria com o Sebrae, revelou que a tomada de capital pelas micro e pequenas empresas cresceu 35% entre janeiro de 2012 a agosto de 2016. No mesmo período, a proporção de pequenos negócios com operações de crédito pulou de 29% para 39%.  As microempresas com faturamento em até R$ 360 mil/ano representam 62% do valor total das operações de crédito concedidas às MPEs. O dado é de 2015 e a pesquisa foi realizada com mais de 3 mil pequenos negócios.

Ao passo em que aumenta o número de empresas, o acesso ao crédito é vital para manter o negócio em ascensão. No entanto, mais do que isso, o empreendedor precisa da cidadania financeira para entender as necessidades de gerenciar bem o seu negócio e se apropriar do capital de forma consciente e eficiente. Um dos caminhos é buscar capacitação técnica e profissionais especializados em gestão financeira para MPEs.

“O microcrédito produtivo é um aliado desde que bem usado. Contribui para manter a sustentabilidade de uma empresa, reduz custos, equilibra as contas, pode ser utilizado para pagar compras à vista. Agora, se for para endividar ainda mais, é necessário reavaliar, pois pode se tornar um vilão. ”, explica Ricardo Assaf, presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito (ABSCM), fundada há 17 anos, no Rio de Janeiro.

O microempresário precisa ter uma atitude positiva em relação ao dinheiro. Um dos fatores primordiais que pode decretar a falência de uma empresa é não saber controlar o próprio fluxo de caixa, ou seja, desconhecer as contas a pagar e o crédito a receber, além de desprezar a utilidade do planejamento.

“Planejar é palavra de ordem, e não se aplica somente à iniciativa, mas à administração do negócio como um todo. Desta forma, é essencial organizar os recursos humanos, materiais e financeiros de modo a garantir que o micro ou pequeno empreendimento seja tocado com tranquilidade, antecipando possíveis imprevistos. Pensar a curto, médio e longo prazo, definir metas, avaliar as alternativas possíveis, monitorar resultados e rever procedimentos são tarefas que impactam diretamente o sucesso de uma empresa”, aconselha José Benício de Oliveira Neto, diretor executivo da ABSCM.

Adaptado de Empreendedor.com

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A importância da criatividade no empreendedorismo

Geralmente, não damos atenção a uma das principais características que podem fazer a diferença em nossa vida pessoal e no nosso ambiente de trabalho. Estou me referindo à criatividade. Todos sabemos que ações criativas fazem a diferença e conferem uma posição de destaque, porém, nos acostumamos a simplesmente aceitar que não somos tão aptos a usá-la e acabamos por não aprimorar nosso processo criativo.

A criatividade possibilita que você adquira certa autonomia, que o leva a adotar uma postura empreendedora não só na sua vida profissional, como também na pessoal. Você a utilizará nas situações em que precisa encontrar soluções para determinados problemas. Para aprimorá-la, busque ter ideias que tragam melhorias, pois a chave da criatividade está em ser inovador.

Alguns autores afirmam que o caminho para o sucesso está na capacidade de alocar nossas habilidades criativas para pensar e agir diferente, de forma a ser inovador em todas as situações que nos são apresentadas. Portanto, inovação é o fator principal para se aumentar as chances de atingir o sucesso em todos os aspectos de nossas vidas.
Dessa forma, procure buscar fazer algo diferente, que ninguém nunca fez. Busque soluções alternativas, quebre com os padrões convencionais. Não siga modelos prontos e formulados; foque no resultado desejado e pense em diversas alternativas para alcança-lo. E não desista tão facilmente, persista na procura por algo diferencial, único e benéfico.

É nesse sentido que ser criativo faz toda diferença para o empreendedorismo. Ela deve ser vista como uma ferramenta, que se usada constantemente lhe trará exclusividade e será o meio que o levará a uma posição de destaque. Tente aplicá-la em seu ambiente de trabalho na solução de problemas, na busca por novos métodos e processos que criem um diferencial para empresa, para realizações de tarefas e para otimizar a rotina de trabalho.

O escritor Roberto Menna Barreto sugere uma forma para despertar a criatividade que existe em você e que inclui uma combinação de três fatores básicos, que ele chama de BIP. Eles consistem em bom humor, irreverência e pressão. No contexto atual, a combinação dessas características será a chave para sobrevivência dos negócios.

Outra alternativa para desenvolver seu sistema criativo é trabalhar o brainstorming. Este processo, também conhecido como “tempestade cerebral”, propõe um debate criativo e inovador, que estimula a solução de problemas e o processo de tomada de decisão. Ele também é uma alternativa para lidar com as essas mudanças que nos são impostas, tanto em âmbito pessoal quanto no profissional. Muitas empresas americanas incentivam seus colaboradores a estimularem seu brainstorming através de práticas simples. Trabalham basicamente com projeções futuras, em qual cenário a empresa estará inserida em alguns anos, qual será o perfil e exigências dos clientes, quais obstáculos o mercado apresentará e quais táticas devem ser utilizadas para a inserção do produto.

Esses pontos podem ser aplicados em qualquer aspecto da sua vida. Ser inovador é também ser criativo e estar em sintonia com o ambiente ao seu redor. Uma mente ousada faz a diferença

Fonte: Descola Drops

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Competir ou diferenciar-se, eis a questão

Antes de iniciar a leitura deste artigo, responda: o que é mais importante para você, competir ou diferenciar-se?

Talvez você se sinta dividido em ter de escolher entre uma coisa e outra, já que, para muitas pessoas, elas parecem inseparáveis. Afinal, como é possível competir sem se diferenciar? E para que se diferenciar se não for para competir, certo? Não é à toa que hoje em dia se fala tanto em “diferencial competitivo”.
Pois eu acho que competir e diferenciar-se são coisas opostas. Se você escolhe competir, terá dificuldades em se diferenciar. Se escolhe diferenciar-se, deixa de competir. Muito estranha a minha teoria? Então deixe-me explicá-la e talvez você me dê razão.

Veja, enquanto você estiver preocupado em competir, sua tendência será fazer o que todo mundo faz para atingir determinado resultado. Se por exemplo seus “competidores” fazem certos cursos, leituras e treinamentos, você se sente na obrigação de fazer também, pois não quer ficar em situação de desvantagem. A idéia de competir, na verdade, só fará você se comparar aos outros constantemente e seguir as famosas “tendências do mercado”. Mas desde quando seguir “tendências” é se diferenciar? Seguir “tendências” é se comoditizar, isso sim!

Em vez de competir, você deveria se preocupar mesmo é em concorrer, ou seja, “correr com”, correr junto. Isso significa ter consciência de que cada profissional é único em suas habilidades, potenciais, pontos fortes e fracos. E assim como cada um é único, sua trajetória de desenvolvimento também é única, suas oportunidades e necessidades são únicas, sua carreira é única. A ideia de concorrer nos deixa mais livres para ser nós mesmos e seguir nosso próprio caminho, sem termos de ficar nos comparando com os outros o tempo todo. Isso torna mais fácil descobrir e explorar o nosso diferencial.

Agora, o que entendo por “diferencial” não é aquilo que temos “a mais” quando competimos (o tal do diferencial competitivo), e sim uma característica única, um traço pessoal inimitável, uma marca registrada, algo que nos distingue dos outros. Diferencial é aquilo que só nós sabemos fazer ou fazemos de um modo todo especial; geralmente está ligado a experiências de vida que tivemos, habilidades que desenvolvemos ou talentos que possuímos.

Não é segredo para ninguém que apostar no diferencial profissional é a chave para uma carreira bem-sucedida. O problema é que muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer o que têm de diferente, já que estão muito acostumadas a se comparar com os outros. Um caso que considero típico é o de um gerente de compras que andava desanimado com a falta de perspectivas de carreira, apesar de todos os esforços que fazia para manter-se competitivo. Em um desabafo com o chefe, disse que estava pensando em mudar de área – e o chefe, preocupado em manter um bom funcionário, argumentou: “Você tem futuro aqui, é o melhor negociador deste departamento”. A conversa serviu para indicar ao gerente de compras qual era o diferencial dele. A partir daí, investiu em sua habilidade de negociador, mudou para a área de vendas e sua carreira enfim deslanchou.

Moral da história: se você não consegue perceber qual é o seu diferencial, preste atenção no que os outros dizem a seu respeito. Pergunte que qualidades veem em você, repare nos elogios que recebe, identifique aquilo que você faz como ninguém.

Por Leila Navarro para blog Atitude

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As Armadilhas do Crescimento

Crescer pelos caminhos certos é desafiador, mas rende ótimos resultados. Saiba como não desviar da essência da empresa

Maria sempre foi inquieta. Desde pequena queria fazer algo que deixasse uma marca positiva no mundo — e não demorou muito até abrir sua primeira empresa. Cansada das soluções que o mercado de tecnologia oferecia, ela e sua amiga juntaram todas as economias, apostaram em um sonho e começaram a colocar a mão na massa. Em menos de cinco anos o negócio já tinha ganhado um lugar no mercado e crescia quase 100% ao ano. Tudo parecia ir bem, até que os números começaram a cair.

Por mais que os resultados gerais ainda fossem bons, não eram os mesmos dos primeiros anos do negócio. Para acabar com esse gap, Maria apostou em uma nova linha de produtos. O problema era que eles não tinham uma ligação tão clara com o core business do negócio — mas desesperadas para crescer a qualquer custo, as sócias ignoraram essa informação. E de um novo produto veio um novo serviço, um novo modelo de negócio e, sem perceber, ideia atrás de ideia, elas começavam a se afastar da essência da empresa. É aí que mora o perigo.

Um dos erros mais comuns cometidos por empreendedores na hora de expandir é a falta de foco. Muitas empresas passam por um período de crescimento muito alto mas que, com o tempo, diminui. Na loucura de querer fazer o negócio voltar a crescer, os empreendedores acabam trocando os pés pelas mãos e atirando para todo lado, assim como a nossa amiga Maria. Se esse é seu caso, não se desespere, a solução para esse dilema é relativamente simples: tire um tempo para refletir.

Conheça outros negócios, converse com alguns colaboradores e clientes e só depois disso estruture a nova estratégia da empresa. Por mais que a queda nos resultados não seja o melhor dos cenários, ela é uma ótima forma de repensar pontos essenciais ao seu negócio. Diego Torres, fundador da Acesso Digital, já viveu muitas experiências e compartilhou 3 pontos que podem ajudar, e muito, quem está enfrentando essa dor:

  1. Os empreendedores que se concentram em um produto, na sua essência e proposta inicial, são os que sobrevivem. Muitos podem criar mais produtos, mais empresas, mas quando vendem “qualquer coisa”, perdem clientes — abandonam o propósito original;
  2. A reflexão interna, pensando no que o move e nos seus objetivos, deve ser diária. Temos muita pressão para crescermos o tempo inteiro, mas nem sempre refletimos sobre como queremos fazer isso, ou qual é o nosso objetivo final com o negócio; e
  3. É importante montar times de discussão dentro da empresa, pensando em possíveis caminhos ao longo do crescimento, porque em algum momento haverá pressão para que você siga caminhos específicos. Pensando antes, com seu time, você tem mais argumentos para decidir se um caminho daria certo ou se não deve ser seguido.

Mesmo agindo de acordo com esses pontos, a chance de errar em algum momento sempre existe. O fracasso faz parte da jornada de qualquer empreendedor, e isso não é ruim, apenas significa que você formulou alguma pergunta errada no desenvolvimento da ação e precisa reformular algumas ideias.

Um dos modelos de time que mais funciona, e que tem sido bastante utilizado por empresas de sucesso, é o de áreas descentralizadas. Nesse formato, há pequenos times, normalmente de até 8 pessoas, com um objetivo comum/problema a ser resolvido. São como várias “microempresas” dentro da empresa, com pessoas de áreas diferentes. Agora, se mesmo assim seu time ainda não estiver mostrando bons resultados, uma técnica utilizada por empresas com ritmo de crescimento frenético, como o Google, é a estrutura de incentivo.

A ideia dessa estrutura se baseia em várias formas de avaliações e processos para que seus colaboradores se sintam “pressionados” de uma maneira positiva. Se a sua empresa não está acostumada a trabalhar nesse formato, é bem provável que haja resistência durante a implementação por parte de funcionários, mas ela deve ser feita mesmo assim. Conhecer um pouco mais sobre sistema de metas e cultura de resultados, além de ferramentas como o OKR -sistemas de metas que ajuda alinhar e engajar o time em torno de metas, tipicamente trimestrais – também pode ajudar bastante.

Por mais duro que seja a organização, em alguns momentos, deve vir em primeiro lugar. Se houver resistência e algumas pessoas saírem – ou tiverem que ser demitidas – isso acontecerá em prol da cultura e eficiência da empresa. Manter a empresa rodando nem sempre é fácil, na maior parte das vezes exige muito foco e paciência, mas vale a pena.

Por Endeavor.

 

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10 dicas para organizar o fluxo de caixa da sua empresa

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Toda empresa precisa manter um Fluxo de Caixa organizado e atualizado constantemente. Saiba como tirar proveito dessa poderosa ferramenta.

O que é o fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro que registra as entradas e as saídas de dinheiro de uma empresa em um determinado período de tempo. Todas as movimentações financeiras deste período devem ser representadas no fluxo de caixa: receitasdespesascontas a pagarcontas a receber,empréstimosreembolsosrendimentos ou desvalorizações de investimentos, entre outros.

Para ser uma ferramenta de controle financeiro eficiente, o fluxo de caixa deve ser atualizado, se possível, todos os dias. Isso é importante e requer muita disciplina, pois ao manter atualizados os registros financeiros da sua empresa você pode tomar decisões importantes relacionadas a saúde financeira do seu negócio. Afinal, o principal objetivo de uma empresa é dar lucro, e conhecer suas receitas e despesas é essencial para que ele possa ser apurado.

Como organizar a ferramenta de fluxo de caixa para sua empresa

Além de atualizado, você também precisa manter seu fluxo de caixa organizado. Muitas empresas utilizam cadernos ou até mesmo planilhas de fluxo de caixa para registrarem todas as suas movimentações financeiras, porém não conseguem visualizar onde gastaram mais dinheiro ou qual serviço ou produto trouxe mais receita, nem antecipar possíveis problemas de caixa. Desta forma, ainda que o fluxo de caixa esteja atualizado, você corre o risco de não conseguir fazer uma boa gestão financeira da sua empresa.

Como exemplo, utilizaremos uma empresa que presta serviços na área de gestão empresarial, dando consultorias e ministrando palestras.

1) Determine um período para o seu fluxo de caixa

Dependendo do tipo do seu negócio você pode controlar o fluxo de caixa por dia, semana, quinzena ou mês. Não escolha um período muito longo, senão você corre mais risco de perder o controle do seu fluxo de caixa. No exemplo da nossa empresa, o fluxo de caixa será mensal.

2) Defina uma maneira de identificar receitas e despesas

Você pode diferenciar receitas e despesas por cores e/ou por um sinal de subtração em frente ao valor. O importante é que seja fácil identificá-las no fluxo de caixa.

3) Identifique movimentações financeiras periódicas

Separe as receitas e despesas que são periódicas daquelas que não são. Assim, você pode registrá-las nos fluxos de caixa de períodos futuros e fazer previsões de pagamentos ou recebimentos.

4) Registre as contas a pagar

Despesas mensais como aluguel, contabilidade e Internet, pagamentos parcelados ou taxas anuais podem ser registrados como contas a pagar nos próximos meses. Assim, você terá o saldo atual consolidado do seu caixa e o saldo futuro provisionado, ou seja, já considerando as contas que você vai ter que pagar.

5) Registre as contas a receber

Se você vender serviços ou produtos de forma parcelada ou com prazo para o pagamento, faça os lançamentos das contas a receber para os próximos meses. Assim, seu saldo futuro provisionado já irá contemplar o dinheiro que irá entrar no caixa da empresa.

6) Crie categorias para classificar suas receitas e despesas

Crie uma classificação para suas receitas e despesas através de categorias. Crie categorias suficientes para suprir a sua necessidade de controle financeiro. Poucas categorias deixarão seu controle financeiro muito superficial. Muitas categorias deixarão seu controle financeiro muito detalhado e complexo. O importante é encontrar o seu equilíbrio.

7) Crie centros de custos para agrupar suas despesas

Crie agrupamentos de despesas através de centros de custos (locais onde originam as despesas). Determine quais são os departamentos da sua empresa (Administração, Recursos Humanos, Comercial, Produção, etc) e crie centro de custos para agrupar as respectivas despesas. Assim, você saberá onde você está gastando seu dinheiro de uma forma mais estruturada. Se quiser entender melhor, pode ler nosso post sobre como utilizar centros de custo e lucro para turbinar o seu controle financeiro.

8) Crie centros de lucros para agrupar suas receitas

Da mesma forma que nos centros de custo, crie agrupamentos de receitas através de centros de lucro (locais onde as receitas são originadas). Centros de lucros podem ser projetos, produtos, serviços ou qualquer outra forma de agrupar receitas. Assim, você saberá de onde você está recebendo seu dinheiro.

9) Visualize seu fluxo de caixa por categorias de receitas e despesas

Depois de fazer a organização básica, para ter uma visão mais clara das movimentações financeiras da sua empresa, utilize uma ferramenta para visualizar seu fluxo de caixa classificado em categorias de forma gráfica. Isso pode ser feito tanto em planilhas do Excel como em softwares de controle financeiro, como o Granatum.

10) Visualize seu fluxo de caixa por centros de custo/lucro

Da mesma forma que nas categorias, utilize uma ferramenta para visualizar fluxo de caixa agrupado por centros de custo/lucro de forma gráfica. Isso te dará uma visão de onde vem e vai o dinheiro.

E aí? Já está usando o fluxo de caixa em sua empresa? Conte pra gente nos comentários!

 

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Qual o capital inicial necessário para iniciar uma startup?

blog1Qual o capital inicial necessário para iniciar o negócio? A resposta óbvia é que depende do negócio.

Primeiro é necessário esclarecer a diferença entre capital inicial e capital social.

Capital inicial é o montante necessário para se constituir e iniciar as atividades de uma nova empresa enquanto esta não gera recursos suficientes para se sustentar. Em outras palavras, é a quantidade de recursos financeiros que o empreendimento precisará até que atinja uma situação em que ele consiga “andar com os próprios pés” sem depender de dinheiro adicional de fora da empresa.

Algumas pessoas usam aquela definição também para o capital social, dando a entender que são sinônimos. Eu prefiro a seguinte definição para o capital social: é o valor correspondente à contrapartida do titular, sócios ou acionistas de um empreendimento para o início do negócio. Em outras palavras, é a soma da quantidade de dinheiro que cada sócio aportará ao negócio.

Para alguns tipos de negócio há exigências legais de capital social mínimo. Se o seu negócio envolve participar de concorrências públicas e/ou privadas, por exemplo, nos respectivos editais há geralmente exigências de capital social mínimo.

De tudo isto, o que realmente interessa destacar é que capital social e capital inicial são conceitos relacionados, mas não necessariamente iguais.

Vamos nos concentrar então no capital inicial e qual o valor necessário para iniciar um negócio. Este valor precisa ser calculado e exige um exercício de projeção de receitas, custos e despesas.

Ou seja, em primeiro lugar, é necessário esclarecer que ninguém conseguirá garantir
que o capital inicial que você tenha calculado de fato será suficiente para financiar as atividades da empresa até o ponto em que ela gere um fluxo de caixa positivo.

Veja que destaquei o fluxo de caixa e não o lucro. O que de fato interessa para este cálculo é uma projeção mês a mês das entradas e saídas de recursos financeiros.

Você deve também considerar os investimentos iniciais, ou seja, em português claro, todo o dinheiro que será necessário gastar antes que entre um único real no caixa da empresa.

Escreva em um papel as premissas que usará para projetar as receitas. Em outras palavras: o que o leva a pensar que conseguirá vender (e receber de seus clientes) os volumes que está estimando mês a mês?

Também escreva num papel as premissas que usará para projetar custos e despesas. Ou seja, novamente, o que o leva a pensar que gastará o que está projetando gastar? Com base em que dados?

Liste todos os itens que gerarão receita e despesa (incluindo os itens de investimento como móveis, computadores, máquinas, alugueis que terão que ser pagos antes de começar a vender, etc.) e comece a calcular, com base nas premissas adotadas, qual é o valor projetado para cada item desta lista e para cada mês durante os primeiros anos de atividades da empresa.

Faça a soma mês a mês de receitas e despesas e calcule o saldo. O normal é que nos primeiros meses o saldo seja negativo, ou seja, que as despesas sejam maiores que as receitas.

Quando o saldo começar a ficar positivo, some todos os saldos negativos e terá então o valor de capital inicial estimado, ou seja, a quantidade de dinheiro que você terá que aportar no negócio até o momento em que o próprio negócio gere mais receitas do que despesas.

É altamente recomendável fazer estas projeções seguindo um critério otimista, um critério neutro e um critério pessimista. Desta forma você estará se obrigando a considerar que nem sempre as coisas acontecem como a gente espera.

Em caso de dúvidas ou insegurança para realizar estas projeções, não duvide em procurar pessoas que possam ajudá-lo. A alternativa não pode ser fazer este exercício sem a devida atenção e, depois de algum tempo, descobrir que não tem dinheiro suficiente para continuar com o negócio.

Aí já é tarde e o seu orçamento foi embora.

Por Cristian Welsh Miguens para Exame

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Como formar uma parceria de sucesso

parceria

Uma das práticas mais antigas no mundo dos negócios é a parceria. Há que se abordar o significado da palavra: parceria é a reunião de indivíduos para certo fim com interesse comum. Com isso, podemos dizer que o significado da palavra parceria traduz bem o conceito de MasterMind apresentado ao mundo por Napoleon Hill em seu livro ‘A Lei do Triunfo’ em 1928. Ou seja, a união de duas ou mais mentes em torno de um mesmo objetivo, trabalhando em plena harmonia.

Feita essa breve introdução sobre o significado de parceria, vamos agora ao passo-a-passo que utilizo em meus negócios para formar parcerias de sucesso.

No processo de formação de uma parceria, antes de se iniciar qualquer abordagem, saiba que uma das leis que rege esse mundo é essa: deve existir equilíbrio entre o que se dá e o que se recebe. Trazendo para o mundo dos negócios, temos a seguinte cena: Se você paga por algo e recebe exatamente aquilo pelo qual pagou, está tudo ok, tudo equilibrado, certo? – E se você paga e não recebe, o que acontece? – Nossa geração xinga muito no twitter, fala mal nas redes sociais, reivindica seus direitos, se agrupa com outros consumidores que também não receberam aquilo pelo qual pagaram. Há um desequilíbrio claro entre as partes nessa equação. Mas, e se você ganhar a mais do que aquilo pelo qual pagou?

Quando ganhamos a mais do que aquilo pelo qual pagamos, a primeira tendência é falar bem, compartilhar a alegria e a felicidade, afinal de contas, não esperávamos por aquilo. Quando ganhamos um presente temos uma tendência natural de dizer “não precisava” antes mesmo de dizer obrigado. Isso acontece por um gatilho que o ego dispara de forma inconsciente para que uma falsa sensação de equilíbrio paire sobre sua mente. Mas, na primeira oportunidade que tivermos, daremos um presente para aquela pessoa que nos presenteou. Com isso nosso coração sente que existe um equilíbrio entre o Dar e o Receber. Podemos usar esse último fator no mundo dos negócios em nosso favor? A resposta é SIM, desde que feita com boa intenção. Explico: por se tratar de uma lei natural de causa e efeito, se você agir com o propósito de obter a contrapartida, a lei se quebra e você provavelmente ficará em desvantagem.

01 – CONHEÇA BEM O POSSÍVEL PARCEIRO

Antes de firmar parceria com uma pessoa ou empresa, conheça a fundo a pessoa, a empresa, os produtos e serviços. Veja se ao falar do trabalho do seu parceiro há entusiasmo e brilho nos olhos. Esteja certo de que seu possível parceiro realmente entrega aquilo que promete. Entre em contato com clientes e parceiros e peça para que falem de sua experiência com o trabalho do possível parceiro.

02 – NECESSIDADES E PROMESSAS

Agora que você conhece o trabalho do possível parceiro, tem entusiasmo e brilho nos olhos para falar do produto ou serviço dele para terceiros, deixe claro as suas reais necessidades. Em seguida, faça as promessas do que você pode entregar como contrapartida.

03 – PERÍODO DE EXPERIÊNCIA

Em uma das minhas conversas com minha parceira Lênia Luz do Empreendedorismo Rosa, ela me disse sobre parcerias terem um período de experiência e uma data como marco para avaliação/ajustes. Desde então tenho instituído em minhas parcerias um período de experiência e um milestone para avaliarmos em conjunto o rumo que a parceria está seguindo.

04 – FAÇA PRIMEIRO

Ao selarem o acordo e apertarem as mãos, não espere que o parceiro entregue a parte dele primeiro. Tente sempre fazer primeiro, arrumar clientes antes, entregar antes. Faça a sua parte. Caso o parceiro não consiga dar a contrapartida dele, cabe a você avaliar melhor os parceiros e a consciência tranquila de que você honrou com a sua palavra.

05 – ENTREGUE AQUILO QUE PROMETEU

O mundo pode acabar, mas antes, entregue aquilo que você prometeu. Honre com sua palavra e seus compromissos. Não há nada mais triste e desmotivador no mundo dos negócios do que além de não entregar o prometido, ainda culpar, acusar e caluniar o parceiro com o intuito de tentar justificar o não cumprimento de uma promessa. Essas ações não irão fazer seu negócio crescer ou ir mais depressa. Não seja mais um empreendedor a utilizar como estratégia principal o Bypass.

06 – A MELHOR QUALIDADE

Caso o acordo envolva a troca de serviços, faça a sua parte com a melhor qualidade possível. Faça a mais e vá além. Fazendo isso de coração, o parceiro perceberá que ganhou muito mais do que imaginava. Com isso, se ele for consciente, também entregará os seus serviços com a melhor qualidade que ele puder. Dessa forma, o parceiro terá ainda mais entusiasmo e brilho nos olhos ao falar de sua empresa.

07 – EQUILÍBRIO / GANHA-GANHA

De forma madura e transparente, quando ambos os lados deixam claro as suas necessidades, intenções e promessas, definem um período para a parceria, fazem a sua parte entregando aquilo que se prometeu, indo além, fazendo a mais e dando o seu melhor, há um equilíbrio claro na relação entre o dar e o receber, resultando assim no real termo exaustivamente debatido que chamamos de ganha-ganha.

08 – ROUND 2 – FIGHT!

Ao findar o período estabelecido previamente para a parceria, as partes devem sentar e analisar em conjunto o atendimento das necessidades e a entrega das promessas. Caso esteja indo tudo nos conformes, deve-se estabelecer um novo ciclo, com novos objetivos, metas e plano de ação. Mudam-se as necessidades e as promessas, altera-se ou não o período do novo ciclo. A diferença nesse momento é a confiança e a satisfação. É um trabalho quase Espartano desenvolver um negócio sozinho (bem sei). Chega um momento na vida de um empreendedor que as parcerias são mais do que necessárias, e é nesse momento em que você pode aplicar esse passo-a-passo. Com isso, aos poucos transformaremos o mundo dos negócios em algo mais rentável e menos predatório entre empreendedores. Juntos podemos fazer a diferença!

Aproveite e compartilhe conosco alguma parceria de sucesso que você tem ou já teve.

Fonte: Ideia de Marketing

virtuaofficeComo formar uma parceria de sucesso
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Crise, não. Oportunidade de criatividade, sim.

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Crises trazem mudanças, não necessariamente para pior. Durante a história, momentos de incerteza mostraram que a situação pode ser amenizada ou piorada e isso depende muito mais da reação de cada um do que das questões do mercado. Uma coisa é certa: só não ficou para trás quem soube encarar a crise como oportunidade para avaliar corretamente o que devia ser mudado e construiu um futuro mais seguro.

É importante destacar que em meio as ideias de negócio, o momento é de alerta. O brasileiro gosta de arriscar em tempos de crise. É o que afirma pesquisa do grupo Sage, onde empresários de pequenas e médias empresas foram questionados se estariam confortáveis em correr riscos e 61% responderam que sim. Para se ter noção, a média mundial é de 49%. A pesquisa é de 2014, mas o efeito dessa vontade se confirmou nos anos seguintes.

Em 2015, com crises em evidência, o Brasil liderou o ranking mundial de empreendedores adultos (18 e 64 anos), conforme levantamento da Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O problema é que a pesquisa também identificou um aumento na quantidade de pessoas que empreendem por “necessidade”, o que significa na prática, que aquela pessoa não tinha outra alternativa, ao não ser usar a criatividade para ganhar dinheiro com o próprio negócio.

Não basta ter vontade de criar, tem que ter ideia

Especialistas reforçam a importância da pesquisa de mercado para guiar as ideias.  Na maioria das vezes, referências de atividades já realizadas podem servir de base. A pesquisa de mercado é uma das etapas para o planejamento.  Conforme o Sebrae, empresa que presta consultoria para empreendedores, a falta de planejamento bem executado é um dos principais motivos da falência das empresas.

A ideia pode surgir de uma nova alternativa sobre um serviço já existente. Um bom exemplo de reação à problemas na economia é o caso da chamada “crise do petróleo”, na década de 70. Na época, o petróleo era considerado o principal elemento da economia das grandes potências. Até que o mundo estremeceu quando o mercado descobriu que o petróleo é esgotável. O preço do barril sofreu um grande aumento de repente, assim como os produtos relacionados a ele. Se não fosse por esse desastre econômico, talvez não seria naquela década que o Brasil se tornaria pioneiro na produção e estudos do etanol, o álcool como uma alternativa ao petróleo.

Mais recentemente, novas iniciativas como o Über, alternativa móvel ao táxi, e o Airbnb, rede colaborativa para alugar casas de temporada em concorrência a hotéis, também se tornaram exemplos bem sucedidos de novas formas de oferecer um serviço já existente.

Não basta ter ideia, tem que ter cliente

Um estudo do IBGE concluiu em 2011 que a cada 100 empresas abertas no brasil, 48 encerram suas atividades em até três anos. A falta de clientes está entre um dos maiores motivos de falência, conforme estudo sobre o tema realizado pelo Sebrae. O problema foi citado por 29% dos empreendedores já no primeiro ano de atividade.

Ideias surgem das necessidades dos consumidores, e não é atoa que uma das profissões mais promissoras do mercado é a de analista de mercado, que estuda o comportamento do consumidor (também chamado de analista de big data). Conforme pesquisa realizada pelo Bureau of Labor Statistics, a atividade terá um aumento de 41% até 2020.

Não basta ter cliente agora, tem que ter cliente no futuro

Um dos principais motivos do desenvolvimento do álcool como combustível ter sido uma ótima reação de mercado é que a produção sustentável se tornou cada vez mais importante. Isso mostra que acompanhar as tendências é fundamental para que o serviço dure.

O mercado realiza pesquisas de tendências com margem concreta de até 10 anos, já que o mundo está em constante e exponencial mudança. Entretanto, alguns conceitos podem ser norteadores. Segundo a consultoria de marca Interbrand, alguns dos destaques que podem ser considerados para o futuro são: valorização do consumidor; transparência de gestão; evidência do caráter humanitário nas discussões sociais; diversidade de gênero, valorização do bem estar e consumo consciente.

Se a grande ideia criativa não ficar para trás em nenhuma dessas questões, just do it.

Fonte: Aperte F5

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