Gestão

Como o eSocial vai alterar a rotina administrativa de sua empresa

Desde 2014 foi instituído o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). O programa promete unificar o envio de informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS. A transmissão eletrônica desses dados simplificará a prestação das informações referentes às obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, de forma a reduzir a burocracia para as empresas. No caso das micro e pequenas empresas a legislação prevê ainda tratamento diferenciado.

O que é o eSocial Empresas

É um novo sistema de registro, elaborado pelo Governo Federal, para facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores. De forma padronizada e simplificada, o novo eSocial empresarial vai reduzir custos e tempo da área contábil das empresas na hora de executar suas obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Todas as informações coletadas pelas empresas vão compor um banco de dados único, administrado pelo Governo Federal, que abrangerá mais de 40 milhões de trabalhadores e contará com a participação de mais de 8 milhões de empresas, além de 80 mil escritórios de contabilidade.

Funcionamento do Programa

Na prática, as empresas terão que enviar periodicamente, em meio digital, as informações para a plataforma do eSocial. Todos esses dados, na verdade, já são registrados, atualmente, em algum meio, como papel e outras plataformas online. No entanto, com a entrada em operação do novo sistema, o caminho será único.

Obrigatoriedade do Sistema

A implantação do sistema será realizada em duas etapas: a partir de 1º de janeiro de 2018, a obrigatoriedade será para os empregadores e contribuintes com faturamento apurado, no ano de 2016, superior a R$ 78 milhões. Já a partir de 1º de julho de 2018, a obrigatoriedade será estendida aos demais empregadores e contribuintes, independentemente do valor de faturamento anual.

O eSocial substituirá as seguintes obrigações:

  • GFIP  –  Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social
  • CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT
  • RAIS – Relação Anual de Informações Sociais.
  • LRE –  Livro de Registro de Empregados
  • CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho
  • CD –  Comunicação de Dispensa
  • CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social
  • PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário
  • DIRF – Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte
  • DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais
  • QHT – Quadro de Horário de Trabalho
  • MANAD – Manual Normativo de Arquivos Digitais
  • Folha de pagamento
  • GRF – Guia de Recolhimento do FGTS
  • GPS – Guia da Previdência Social

Vantagens para as empresas

Além de simplificar processos, gerando ganho de produtividade, o eSocial passará a subsidiar a geração de guias de recolhimentos do FGTS e demais tributos, o que diminuirá erros nos cálculos que, hoje, ainda ocorrem na geração desses documentos.

Com a substituição da entrega de diversas obrigações por apenas uma operação, o projeto promete diminuir gastos e tempo dedicados atualmente para à execução dessas tarefas, sem que haja regime tributário diferenciado. 

O eSocial traz, para o formato digital, informações que hoje ainda podem ser registradas em meios ultrapassados e até frágeis, como em livros de papel. Tais dados, que ainda hoje devem ser guardados por longo período de tempo, em até 30 anos, passarão a ser armazenados em um ambiente público, seguro e sem custos para as empresas. As 15 obrigações, fundamentais na relação trabalhista entre empregador e empregado, estarão sistematizadas num único banco de dados.

Aplicação para o MEI

Será desenvolvido um módulo específico para auxiliar os usuários do programa do Microempreendedor Individual (MEI), na qualidade de empregador para o cumprimento de suas obrigações trabalhistas e tributárias. Na condição de microempreendedor, o MEI continuará fazendo uso do SIMEI, não havendo qualquer tipo de mudança prevista.

Maiores informações sobre as funcionalidades do eSocial poderão ser consultados no site: http://portal.esocial.gov.br/

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Saiba quem é seu público alvo e como lidar com ele

Saber quem são os clientes e como lidar com eles é uma dúvida que assombra grande parte dos empreendedores, dos mais jovens aos mais experientes.

Como o mercado está cada vez mais disputado e a variedade do público se mistura cada vez mais, o que pode ser feito para lidar com eles da melhor forma? Como usar disso para reinventar o seu negócio?

Saber quem procura pelos seus produtos e serviços, de uma maneira que tem mostrado ótimos resultados, já tem um nome: Mapa de Empatia para Empreendedores.

Entendendo o que é um Mapa de Empatia para Empreendedores

A intenção desse Mapa de Empatia é entender o máximo sobre o tipo de cliente que se interessa pela sua marca.

Com ele é possível entender mais sobre os gostos, o que procuram, pensam e fazem, permitindo que você aja para alcançar as expectativas de todos e aumentar o seu potencial de crescimento no mercado.

A ideia é simples: conhecer de verdade quem é o seu público, o que desperta o interesse deles e quais suas aspirações — em um viés pessoal, profissional e como compradores! Quando mais conhecê-los, mais fácil desenvolver bons relacionamentos com eles.

Na prática, empreendedores podem fazer um mapa visual com perguntas, respostas e especificidades de interesse em cada produto, o que torna a interpretação e o uso de informações muito mais ágil e prática.

Montando um Mapa da melhor forma

Um Mapa de Empatia para Empreendedores possui uma pauta que deve ser seguida para alcançar os melhores resultados para análise.

Como o propósito dele é conhecer os interessados, uma série de perguntas chaves podem te auxiliar, mas antes é importante fazer um passo importante: definir uma persona — que nada mais é que um cliente típico, com as principais características.

Assim, fica mais fácil encontrar as respostas para as perguntas que norteiam o mapa — e que mostraremos agora:

O que vê?

Tente definir o que essa persona vê de acordo com o meio em que vive, amigos que convivem e outras influências externas.

Por exemplo, se ela está em um grupo de compradores mais modernos, provavelmente utiliza a internet cada vez mais no seu dia a dia, então investir em tecnologia para atraí-la pode ser uma boa escolha.

Alguns pontos podem te ajudar a responder esse tópico:

  • Como é o mundo em que ele vive?
  • O que as pessoas de seu meio fazem?
  • Como são os amigos?
  • Quais as tendências do seu cotidiano?

Repare que esse mapa induz que empreendedores busquem saber mais sobre os clientes, o que gera benefício para ambos os lados: clientes mais satisfeitos e negócios capazes de gerar mais benefícios, sejam financeiros ou sociais.

O que ouve?

Entre os traços de personalidade mais importantes, saber ouvir é um dos que se destaca. E, se isso aplica-se à empreendedores de sucesso, por que não funcionaria à potenciais compradores do seu produto?

A ideia é saber o que — e quem — eles ouvem, como isso os influencia e como tirar proveito dessa relação da melhor maneira. Assim, perguntas simples podem te ajudar:

  • Quem são suas principais influências?
  • O que pessoas importantes em suas vidas dizem?
  • Que atitudes tem suas marcas favoritas?
  • Quem são suas referências e ídolos?

Dessa forma, você pode otimizar sua postura de mercado e promover ações que atraiam mais pessoas dentro desse ramo de interessados.

O que fala e faz?

Essa pergunta está ligada à anterior, pois tudo que um cliente ouve e toma como referência, pode influenciar no que ele faz.

O ideal é entender como ele costuma agir, como é sua rotina e o que mais o agrada. Assim, você entenderá como ele se porta quando tem interesse em algum produto ou serviço e o que pode instigá-lo.

As dicas mais comuns para definir o que o cliente sente nessa parte do Mapa de Empatia para Empreendedores são:

  • O que é comum de ele fazer?
  • Quais seus hobbies?
  • Do que ele gosta de falar?

Note que o desafio como empreendedor é se aproximar das pessoas e desenvolver a real empatia por aqueles que vão fazer parte da sua empreitada no mundo empresarial.

O que ele pensa e sente?

Essa é uma pergunta delicada — e que pode te ajudar muito a definir postura de atração, abordagem e manutenção de relacionamento.

O ideal é entender como eles se sentem em relação à vida, o que os influencia e os instiga a procurar por mais, bem como limitadores. Assim, você pode desenvolver ações que toquem o interesse, além de evitar lidar com influências negativas que podem afastá-los.

Entre os parâmetros para alcançar as respostas, podemos citar:

  • Quais ideias importantes que ele tem medo de falar?
  • Quais as maiores preocupações ultimamente? Por que?
  • Quão distantes estão de seus sonhos?

Quais as dores?

Quase no final do Mapa de Empatia para Empreendedores, essa é uma pergunta delicada e que requer atenção para responder. Aqui, você deve procurar entender sobre os medos dos seus clientes, o que tem segurado os sonhos e os porquês disso:

  • De que eles têm medo?
  • Quais as maiores frustrações?
  • O que eles gostariam de mudar em suas vidas?

Dessa forma, você pode encontrar a raiz dos problemas para responder a última pergunta do mapa!

Quais as necessidades?

Quais as reais necessidades do seu público depois de você definir o que eles veem, ouvem, fazem, falam, pensam e sentem. Essa é a fase final que te ajudará a traçar soluções palpáveis que seu negócio oferecerá para eles.

Por isso, o norteador principal é único: o que você pode fazer para ajudá-los?

Note que a intenção não é manter um contato de vendedor e comprador, mas estreitar as relações, enxergando neles pessoas ao invés de fontes de dinheiro.

O segredo do empreendedorismo é esse: identificar problemas para gerar oportunidades, então não se esqueça de buscar a realização profissional oferecendo soluções socialmente boas!

Extraindo benefícios

Como dissemos, esse mapa pode ajudar — e muito — no desenvolvimento de soluções para o seu negócio. É possível conhecer mais o seu público e desenvolver produtos que realmente supram suas necessidades.

Assim, você pode vencer esse desafio de empreender de maneira inteligente e usando como aliados os principais interessados no seu serviço!

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10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA PARA ABRIR UMA EMPRESA EM CASA

Você teve uma ideia para abrir uma empresa em casa e está prestes a contar para o mundo. Que bom! Antes de por tudo em prática, reserve um tempinho para ler esta lista. São as dez coisas de que você precisa (além de clientes) para começar seu negócio com o pé direito:

1. Em primeiro lugar, um mercado para seus produtos e serviços. Se você ainda não se preocupou com isso, não siga em frente. “Este é um primeiro passo fundamental e é impressionante quantas pessoas montam um negócio sem ter mercado para isso”, conta Jane Applegate, autora e colunista que escreve sobre pequenos negócios. Mesmo conversas podem ajudar a responder muitas perguntas, ela afirma. “Se você quiser decorar bolos em casa, converse com 50 pessoas que você conhece e veja se elas comprariam com você. Converse com as pessoas nos locais que você frequenta. Certifique-se de que há quem queira comprar o que você tem para vender.”

2. Um espaço separado para o seu escritório. Sim, um quarto à parte seria bom. Não é obrigatório. Mas você precisa de uma área que seja inconfundivelmente seu local de trabalho e que possa ser fechada e isolada do resto da casa por divisores, cortinas ou até uma cortina de chuveiro, se é tudo o que você tem.

3. Uma boa estação de trabalho para usar o computador e o laptop. Se você fosse Azriela Jaffe, famosa autora que escreve sobre escritórios em casa, gastaria quase tanto dinheiro em uma cadeira confortável quanto em um computador. “Anos sentando na cadeira errada podem deixá-lo com problemas físicos e má postura”, ela diz. “Eu acho válido o investimento em uma cadeira.” Ela pensa o mesmo a respeito do mouse. “Você precisa de um mouse que não sobrecarregue o seu pulso. Um barato e básico não adianta.” Computador de mesa ou laptop? Como quiser. Atualmente, muitos dos laptops têm os mesmos recursos de um computador, mas com mais mobilidade. Você fica sujeito a um teclado menor e, em muitos casos, não tem mouse. Porém, se você viaja ou fica fora do escritório muito tempo, um laptop pode ser a escolha certa. Se puder, pode ser útil ter o laptop e o computador de mesa.

4. Uma linha de telefone (ou duas) à parte e uma boa conexão. Seus clientes vão gostar de ter as ligações atendidas por você, seu assistente ou uma mensagem profissional, não seu filho, com o cachorro latindo ao fundo. Uma linha telefônica exclusiva para a sua empresa é fundamental.

5. Uma conta bancária à parte. Isso é importante porque não é bom misturar o dinheiro dos negócios com o dinheiro pessoal. Ter uma conta bancária no nome da sua empresa é a coisa certa a fazer.

6. Formalização da empresa. Muitas empresas vão querer ver seu registro antes de fecharem negócios com você, avisa Applegate. Ter CNPJ é importante. Consiga um.

7. Um site e uma conta de e-mail com o nome da empresa. Sim, você precisa de um site para os negócios e para a publicidade. E precisa de um endereço na internet que corresponda ao nome da sua empresa, não uma confusão de letras e símbolos que ninguém memoriza. O mesmo acontece com o endereço de e-mail, uma conta de um servidor de internet. Você não apenas quer parecer profissional, mas quer promover a sua marca. Definitivamente, seu site ajuda sua empresa. Você recebe e-mails do mundo todo. Provavelmente, é a melhor ferramenta de marketing que você pode adotar.

8. Cartões de visita, material de escritório e, talvez, um fax. Os aparelhos de fax são coisa do passado? “Estão se tornando”, pondera Applegate, “mas ainda é necessário algum recurso para mandar fax.” Ela prefere programas de fax, para poder enviar fax pelo computador. Jeff Berner prefere um aparelho de fax padrão, para não precisar escanear os documentos para o computador. Os dois acham boa a ideia de comprar um aparelho multifuncional com recursos de cópia e fax.

9. Seguros de saúde e contra terceiros. Se você largar seu emprego para cuidar da empresa, estará sozinho. Não terá dias fixos para receber o salário. Não terá férias remuneradas. E será responsável por encontrar uma cobertura de seguros. O seguro de saúde é provavelmente o maior espinho para proprietários de pequenas empresas. É caro e, às vezes, difícil de conseguir. Uma das melhores formas de conseguir o seguro de saúde é por meio de organizações comerciais. Você também precisa pensar em um seguro para a empresa.

10. Horas de trabalho regulares e uma vida fora do escritório. Para muitas pessoas, abrir uma empresa em casa significa uma mistura da vida profissional com a pessoal. Donos de empresas em casa com experiência dizem que definiram horários de trabalho regulares e os mantêm. Quando não estão trabalhando, eles fecham as portas do escritório e saem. Da mesma forma, não permitem que as crianças brinquem dentro do escritório quando estão tentando trabalhar. Você estará enganando a si mesmo se achar que pode resolver seus assuntos com um bebê no colo. “Você precisa ser disciplinado”, afirma Applegate. “Você precisa dizer aos seus familiares que só o interrompam se a casa estiver pegando fogo.” Ao mesmo tempo, donos de empresas em casa podem exagerar e se isolar do resto do mundo. “Não se esconda em um casulo”, diz Berner. Mantenha sua rede de amizades e encontre formas de fazer novos amigos, ele aconselha. “Procure outros profissionais que trabalhem com algo parecido para pedir orientação. Saia para almoçar com outras pessoas sempre que for possível.” Isolar-se em seu escritório não apenas destrói sua vida social, mas é ruim para os negócios.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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O que é ser escalável – E por que sua empresa precisa disso

Por que é importante que meu negócio seja escalável (e como fazer isso)?

Ser escalável significa ser capaz de crescer rápido. Geralmente, para tanto, é necessário desenvolver um modelo de gestão que possa ser reproduzido rapidamente, podendo então crescer sem perder tempo em ter que reinventar a roda.

Ser escalável também é fundamental para permitir que os clientes criem o hábito de adquirir os seus produtos e serviços antes que os seus concorrentes lhe imitem e tentem tomar de você os clientes conquistados.

Resumindo, ser escalável é fundamental para sobreviver num ambiente de negócios caracterizado pela velocidade com que a informação se espalha e pela mudança frequente que exige do empresário de suas empresas inovação e novos modelos de negócio cada vez mais frequentemente.

Como fazer isso?

Desenvolva uma empresa que se mantenha em contato permanente com os seus clientes. Que saiba interpretar os desejos e necessidades deles. Ouça os clientes, e saiba interpretá-los.

Use a tecnologia de forma intensiva, mas invista em pessoas. Contrate pessoas melhores que você. Escolha funcionários que acreditem nas pessoas e que saibam fazer a gestão de suas equipes. Resumidamente, contrate membros capazes de se tornarem líderes, no sentido amplo da palavra.

Procure sempre disputar os mercados em que os seus melhores concorrentes – ou seja, as melhores empresas do mundo na sua área de atuação – estejam presentes. Só esta condição gerará a motivação necessária para procurar ser sempre melhor.

Procure manter viva sempre a sua alegria de estar fazendo o que você gosta. E procure que as pessoas que trabalham com você sejam capazes de ter o mesmo sentimento.

O resto? O resto é o resto. Pode usar o modelo de franquias ou de crescimento por meio de filiais. Pode internacionalizar os seus negócios ou pode escolher nichos específicos. Se a expansão precisa de financiamentos, pode procurar parcerias, crowdfunding, investidores anjo ou fundos de investimento.

Mas nada disso vai auxiliá-lo a escalar o seu negócio se você não cuidar dos seus clientes e se não tiver colaboradores de alta performance.

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Conheça os 4M’s da Prestação de Serviços

Quando se fala em marketing, logo surge à mente o conhecido mix ou 4 Ps, que formam um conjunto de ferramentas para alcançar estratégias de mercado.  Com este conceito em mente, passei algum tempo tentando imaginar alguma coisa análoga, quando se fala em prestação de serviços.

A primeira questão a ser analisada pela empresa que busca serviços é se o momento de recorrer a ajuda externa é o correto. Muitas vezes, as empresas, ao buscarem serviços, fazem antes de terem amadurecido o assunto internamente, e seus executivos, ao buscarem ajuda, não estão preparados ainda para discutir o tema em profundidade. A recomendação é amadurecer o assunto dentro da organização para entender se a sua empresa está preparada, neste momento, para absorver uma prestação de serviços externa. Lembre-se que, junto com a expertise, práticas e experiência de uma empresa de consultoria, vem também pressões culturais e obrigações que você precisará absorver. Este é o primeiro M da prestação de serviços: “Momento Certo”.

Um outro desafio da prestação de serviços é o escopo. Uma das maiores fontes de discussão entre prestadores de serviço e clientes é sobre qual o objeto do serviço. É frequente empresas buscarem a prestação de serviços baseando-se em sintomas. Isto é, buscam ajuda em determinado assunto e, ao longo do trabalho, é percebido que a causa raiz do sintoma apresentado ao prestador do serviço está longe do escopo contratado. Aí, começa um desentendimento que não ajuda a ninguém. Determinar exatamente o motivo pelo qual se deseja a ajuda de um prestador de serviço é fundamental para o sucesso do trabalho. O segundo M trata exatamente do “Motivo Certo” para contratar alguém.

Metodologias são essenciais para a prestação de serviço. Ao contratar uma prestadora de serviços, é importante avaliar se a forma ou as formas pelas quais se vai endereçar as questões a serem tratadas são práticas, com resultados consistentes e comprovados. Experiência é importante, mas metodologias eficazes são fundamentais para que projetos sejam bem-sucedidos e garantem a presença do terceiro M, “Maneira Certa”. Muitas vezes, a abrangência e o tamanho do projeto podem inviabilizar ou mesmo destruir um bom trabalho. Por isto, é importante estar atento ao contratar serviços que “caibam” não só no seu bolso, mas também na estrutura de sua empresa. De nada adianta propostas ousadas e até bem estruturadas se a organização não será capaz de absorver as demandas do projeto.

É importante que a proposta para a prestação de serviços seja equilibrada, tanto sob o ponto de vista dos custos envolvidos, quanto das demandas e dos resultados a serem apresentados. Na grande maioria das vezes, este equilíbrio será resultado das metodologias e da abordagem do prestador de serviço. A capacidade de entregar resultados na “Medida Certa” do tamanho da sua organização e da complexidade do problema é o desafio do quarto M.

O mercado de prestação de serviços está mudando no sentido de, cada vez mais, observar estes 4 Ms para atender às novas demandas. As plataformas colaborativas, computação em nuvem e mobilidade trazem à mesa inúmeras possibilidades de resultados a custos cada vez mais acessíveis. Pense nisto antes de contratar serviços!

Enio Kleiné CEO da K&G Sistemas, professor nas disciplinas de Vendas e Marketing da Business School São Paulo e Coach pessoal e profissional formado pela International Association of Coaching – IAC/SLAC

Fonte: Empreendedor.com

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Como implementar o Programa 5S nas empresas

Você provavelmente já ouviu falar de um programa chamado 5S. Originário do Japão, ele é utilizado nas empresas com dois objetivos principais: reduzir o desperdício, aplicando princípios de organização e limpeza, e aumentar a produtividade por meio de melhorias realizadas pelos próprios colaboradores no ambiente de trabalho.

Através dos cinco sensos (seiri, seiton, seisou, seiketsu, shitsuke), traduzidos em utilização, ordenação, limpeza, saúde, autodisciplina, são incorporadas práticas e atitudes nas rotinas das empresas para alcançar tais objetivos.

Para o analista da Gestão da Qualidade da Brandili Têxtil, Fernando Rescaroli, toda empresa precisa de organização. “Somos indivíduos e seres únicos e é em função disso que as empresas têm dificuldades nesse sentido. As diferenças entre o jeito de ser e de fazer as coisas, ao longo do tempo, geram desorganização. E o 5S serve para nivelar essas diferenças com alguns padrões de práticas”, aponta.

Ele conduziu o projeto que repaginou e relançou o programa para mais de 1,3 mil colaboradores administrativos e operacionais e dá algumas dicas e orientações para os gestores que pretendem implementar o 5S e acertar nas ações:

Como é o processo de implementação?

Fernando Rescaroli: Já não é possível enxergar uma empresa sem 5S. Toda corporação precisa de organização. E para que o programa dê certo, é preciso ter um diagnóstico do que precisa melhorar dentro do ambiente de trabalho. Essas informações são obtidas através de uma conversa com todos, principalmente com os gestores, entendendo as necessidades de cada setor e o que está atrapalhando a produtividade, o que funciona e o que não funciona. É importante que todos os colaboradores sejam ouvidos. A partir dessa coleta de informações, os pontos são analisados e dá-se início à construção do programa. Os objetivos devem ser claros para todos da organização. Na Brandili, por exemplo, nós montamos um manual descrevendo o que esperávamos dos colaboradores com um nivelamento das expectativas. Depois realizamos um workshop com gestores e apresentamos o programa na íntegra. Os gestores levaram as informações da prática às suas equipes.

Qual o prazo para implementar o programa?

Fernando Rescaroli: Contando desde o planejamento inicial até o lançamento, o processo dura cerca de três a quatro meses com profissional dedicado à condução do projeto.

Depois de implementado, quais estratégias devem ser seguidas para obter sucesso e resultados?

Fernando Rescaroli: No caso da Brandili, depois da repaginação, a manutenção do programa é realizada de duas formas. Temos uma equipe de avaliadores treinados para fazer observações sobre o andamento e prática do programa nos ambientes de trabalho. E trabalhamos também a disseminação dos conceitos do 5S via murais, e-mails e revistas da Comunicação Interna. Um ponto muito importante é que periodicamente buscamos incrementar o programa com alguma novidade, como por exemplo adicionar novos itens de verificação e divulgar dicas a cada 15 dias.

 Em quanto tempo se notam os resultados?

Fernando Rescaroli: Considerando as empresas que não utilizam ainda o 5S, os resultados visuais são imediatos, logo a partir da implementação do programa. No entanto, a mudança de atitudes e hábitos vai se adquirindo aos poucos e isso pode levar em torno de seis meses.

Quais mudanças são perceptíveis em relação à empresa e aos colaboradores? 

Fernando Rescaroli: Para a empresa, sempre há uma evolução na cultura com relação ao programa, depois de um tempo você ouve as pessoas elogiarem a abordagem e também trazerem sugestões para tudo ficar ainda melhor. Antes dessa repaginação e implantação pensada, tínhamos 50% de assiduidade de nossos avaliadores nas auditorias mensais, agora temos 97%. Os avaliadores relatam que hoje são bem recepcionados nas áreas da empresa, tornando o trabalho mais natural e menos impositivo. Além disso, o aspecto visual das áreas está melhor, o que proporciona mais qualidade de vida no ambiente de trabalho. E isso reflete positivamente até no clima organizacional.

E gera economia?

Fernando Rescaroli: Não há dúvida quanto à economia gerada, pois diminui consideravelmente o desperdício e há um melhor aproveitamento dos recursos. Se você sabe, por exemplo, o que tem dentro da empresa e onde encontrar as coisas, então não precisa solicitar a compra de determinado recurso se ele já está disponível. Outro aspecto de ganho é com o maquinário, ferramentas em geral, pois o zelo aumenta a vida útil. Um ambiente organizado e limpo reduz o estresse, os riscos de acidentes, as doenças profissionais, diminui as ausências e contribui com a produtividade.

Fonte: Empreendedor.com

 

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A importância da criatividade no empreendedorismo

Geralmente, não damos atenção a uma das principais características que podem fazer a diferença em nossa vida pessoal e no nosso ambiente de trabalho. Estou me referindo à criatividade. Todos sabemos que ações criativas fazem a diferença e conferem uma posição de destaque, porém, nos acostumamos a simplesmente aceitar que não somos tão aptos a usá-la e acabamos por não aprimorar nosso processo criativo.

A criatividade possibilita que você adquira certa autonomia, que o leva a adotar uma postura empreendedora não só na sua vida profissional, como também na pessoal. Você a utilizará nas situações em que precisa encontrar soluções para determinados problemas. Para aprimorá-la, busque ter ideias que tragam melhorias, pois a chave da criatividade está em ser inovador.

Alguns autores afirmam que o caminho para o sucesso está na capacidade de alocar nossas habilidades criativas para pensar e agir diferente, de forma a ser inovador em todas as situações que nos são apresentadas. Portanto, inovação é o fator principal para se aumentar as chances de atingir o sucesso em todos os aspectos de nossas vidas.
Dessa forma, procure buscar fazer algo diferente, que ninguém nunca fez. Busque soluções alternativas, quebre com os padrões convencionais. Não siga modelos prontos e formulados; foque no resultado desejado e pense em diversas alternativas para alcança-lo. E não desista tão facilmente, persista na procura por algo diferencial, único e benéfico.

É nesse sentido que ser criativo faz toda diferença para o empreendedorismo. Ela deve ser vista como uma ferramenta, que se usada constantemente lhe trará exclusividade e será o meio que o levará a uma posição de destaque. Tente aplicá-la em seu ambiente de trabalho na solução de problemas, na busca por novos métodos e processos que criem um diferencial para empresa, para realizações de tarefas e para otimizar a rotina de trabalho.

O escritor Roberto Menna Barreto sugere uma forma para despertar a criatividade que existe em você e que inclui uma combinação de três fatores básicos, que ele chama de BIP. Eles consistem em bom humor, irreverência e pressão. No contexto atual, a combinação dessas características será a chave para sobrevivência dos negócios.

Outra alternativa para desenvolver seu sistema criativo é trabalhar o brainstorming. Este processo, também conhecido como “tempestade cerebral”, propõe um debate criativo e inovador, que estimula a solução de problemas e o processo de tomada de decisão. Ele também é uma alternativa para lidar com as essas mudanças que nos são impostas, tanto em âmbito pessoal quanto no profissional. Muitas empresas americanas incentivam seus colaboradores a estimularem seu brainstorming através de práticas simples. Trabalham basicamente com projeções futuras, em qual cenário a empresa estará inserida em alguns anos, qual será o perfil e exigências dos clientes, quais obstáculos o mercado apresentará e quais táticas devem ser utilizadas para a inserção do produto.

Esses pontos podem ser aplicados em qualquer aspecto da sua vida. Ser inovador é também ser criativo e estar em sintonia com o ambiente ao seu redor. Uma mente ousada faz a diferença

Fonte: Descola Drops

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Competir ou diferenciar-se, eis a questão

Antes de iniciar a leitura deste artigo, responda: o que é mais importante para você, competir ou diferenciar-se?

Talvez você se sinta dividido em ter de escolher entre uma coisa e outra, já que, para muitas pessoas, elas parecem inseparáveis. Afinal, como é possível competir sem se diferenciar? E para que se diferenciar se não for para competir, certo? Não é à toa que hoje em dia se fala tanto em “diferencial competitivo”.
Pois eu acho que competir e diferenciar-se são coisas opostas. Se você escolhe competir, terá dificuldades em se diferenciar. Se escolhe diferenciar-se, deixa de competir. Muito estranha a minha teoria? Então deixe-me explicá-la e talvez você me dê razão.

Veja, enquanto você estiver preocupado em competir, sua tendência será fazer o que todo mundo faz para atingir determinado resultado. Se por exemplo seus “competidores” fazem certos cursos, leituras e treinamentos, você se sente na obrigação de fazer também, pois não quer ficar em situação de desvantagem. A idéia de competir, na verdade, só fará você se comparar aos outros constantemente e seguir as famosas “tendências do mercado”. Mas desde quando seguir “tendências” é se diferenciar? Seguir “tendências” é se comoditizar, isso sim!

Em vez de competir, você deveria se preocupar mesmo é em concorrer, ou seja, “correr com”, correr junto. Isso significa ter consciência de que cada profissional é único em suas habilidades, potenciais, pontos fortes e fracos. E assim como cada um é único, sua trajetória de desenvolvimento também é única, suas oportunidades e necessidades são únicas, sua carreira é única. A ideia de concorrer nos deixa mais livres para ser nós mesmos e seguir nosso próprio caminho, sem termos de ficar nos comparando com os outros o tempo todo. Isso torna mais fácil descobrir e explorar o nosso diferencial.

Agora, o que entendo por “diferencial” não é aquilo que temos “a mais” quando competimos (o tal do diferencial competitivo), e sim uma característica única, um traço pessoal inimitável, uma marca registrada, algo que nos distingue dos outros. Diferencial é aquilo que só nós sabemos fazer ou fazemos de um modo todo especial; geralmente está ligado a experiências de vida que tivemos, habilidades que desenvolvemos ou talentos que possuímos.

Não é segredo para ninguém que apostar no diferencial profissional é a chave para uma carreira bem-sucedida. O problema é que muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer o que têm de diferente, já que estão muito acostumadas a se comparar com os outros. Um caso que considero típico é o de um gerente de compras que andava desanimado com a falta de perspectivas de carreira, apesar de todos os esforços que fazia para manter-se competitivo. Em um desabafo com o chefe, disse que estava pensando em mudar de área – e o chefe, preocupado em manter um bom funcionário, argumentou: “Você tem futuro aqui, é o melhor negociador deste departamento”. A conversa serviu para indicar ao gerente de compras qual era o diferencial dele. A partir daí, investiu em sua habilidade de negociador, mudou para a área de vendas e sua carreira enfim deslanchou.

Moral da história: se você não consegue perceber qual é o seu diferencial, preste atenção no que os outros dizem a seu respeito. Pergunte que qualidades veem em você, repare nos elogios que recebe, identifique aquilo que você faz como ninguém.

Por Leila Navarro para blog Atitude

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3 MUDANÇAS QUE VÃO AFETAR O MERCADO DE BELEZA BRASILEIRO EM 2017

O Brasil é o terceiro mercado global de beleza, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Mesmo com a queda de 6,7% nas vendas do setor entre 2014 e 2015, o brasileiro ainda destina 2% do seu orçamento aos produtos de beleza e higiene, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Apesar do tamanho desse mercado, não havia uma regulamentação específica para os profissionais que trabalham nos salões brasileiros até este ano. Segundo dados divulgados pela Anabel (Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza), o Brasil conta com 600 mil salões de beleza, mas poucos profissionais estão com sua situação formalizada.

Segundo o presidente da ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza), José Augusto Ribeiro, os salões passarão por um novo momento a partir de 2017. “Com a aprovação da Lei do Salão Parceiro, haverá mais segurança jurídica para os profissionais de beleza. Até então, o governo não reconhecia o trabalho de um profissional de beleza autônomo, por exemplo”, afirma Ribeiro.

Confira o que muda nos salões de beleza em 2017, em relação à legislação.

Lei do Salão Parceiro

O projeto de lei que entra em vigor no dia 27 de janeiro de 2017 apresenta um novo modelo de negócios para os salões do Brasil, garantindo maior segurança jurídica para os profissionais e donos do salão. “O projeto, que foi sancionado em outubro deste ano, considera manicures, depiladoras, maquiadores e cabeleireiros como profissionais parceiros.

Os funcionários podem escolher entre trabalhar dentro das regras da CLT ou em parceria com o dono do salão, desde que cumpram suas obrigações legais”, afirma Ribeiro.

O profissional-parceiro poderá atuar como um microempreendedor individual (MEI) ou um pequeno empreendedor dentro do salão, sem precisar ter vínculo empregatício com o dono do estabelecimento. Dessa maneira, todas as relações trabalhistas seguirão esse modelo de parceria.

Impostos separados

Com a aprovação da Lei Complementar 155/2016, conhecida como programa Crescer Sem Medo, haverá uma mudança na maneira como os salões de beleza pagam seus impostos.

Agora, os valores recebidos pelos profissionais que atuam em parceria com o dono do salão deixarão de integrar a receita bruta. Isso significa que os custos tributários serão divididos entre as partes.

Ribeiro afirma que essa lei simplifica a tributação, já que dono do salão e funcionários poderão fazer seus cálculos separadamente.

Certificado pela ABNT

Outra medida que será aplicada aos salões e beleza em 2017 será a certificação dos estabelecimentos de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Essas normas, desenvolvidas em parceria com o Sebrae, incluem boas práticas no atendimento ao cliente, higienização de instalações, esterilização de utensílios, treinamento de parceiros, entre outros. “Agora, o salão de beleza que garantir a qualidade dos serviços e se adequar à ABNT ganhará a certificação e poderá assim se diferenciar dos demais”, diz Ribeiro.

Fonte: Revista PENG

virtuaoffice3 MUDANÇAS QUE VÃO AFETAR O MERCADO DE BELEZA BRASILEIRO EM 2017
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Sua empresa está em crescimento? Saiba como crescer sem perder a essência do negócio

Crescer pelos caminhos certos é desafiador, mas rende ótimos resultados.

Maria sempre foi inquieta. Desde pequena queria fazer algo que deixasse uma marca positiva no mundo — e não demorou muito até abrir sua primeira empresa. Cansada das soluções que o mercado de tecnologia oferecia, ela e sua amiga juntaram todas as economias, apostaram em um sonho e começaram a colocar a mão na massa. Em menos de cinco anos o negócio já tinha ganhado um lugar no mercado e crescia quase 100% ao ano. Tudo parecia ir bem, até que os números começaram a cair.

Por mais que os resultados gerais ainda fossem bons, não eram os mesmos dos primeiros anos do negócio. Para acabar com esse gap, Maria apostou em uma nova linha de produtos. O problema era que eles não tinham uma ligação tão clara com o core business do negócio — mas desesperadas para crescer a qualquer custo, as sócias ignoraram essa informação. E de um novo produto veio um novo serviço, um novo modelo de negócio e, sem perceber, ideia atrás de ideia, elas começavam a se afastar da essência da empresa. É aí que mora o perigo.

Um dos erros mais comuns cometidos por empreendedores na hora de expandir é a falta de foco. Muitas empresas passam por um período de crescimento muito alto, mas que, com o tempo, diminui. Na loucura de querer fazer o negócio voltar a crescer, os empreendedores acabam trocando os pés pelas mãos e atirando para todo lado, assim como a nossa amiga Maria. Se esse é seu caso, não se desespere, a solução para esse dilema é relativamente simples: tire um tempo para refletir.

Conheça outros negócios, converse com alguns colaboradores e clientes e só depois disso estruture a nova estratégia da empresa. Por mais que a queda nos resultados não seja o melhor dos cenários, ela é uma ótima forma de repensar pontos essenciais ao seu negócio. Diego Torres, fundador da Acesso Digital, já viveu muitas experiências e compartilhou 3 pontos que podem ajudar, e muito, quem está enfrentando essa dor:

  1. Os empreendedores que se concentram em um produto, na sua essência e proposta inicial, são os que sobrevivem. Muitos podem criar mais produtos, mais empresas, mas quando vendem “qualquer coisa”, perdem clientes — abandonam o propósito original;
  2. A reflexão interna, pensando no que o move e nos seus objetivos, deve ser diária. Temos muita pressão para crescermos o tempo inteiro, mas nem sempre refletimos sobre como queremos fazer isso, ou qual é o nosso objetivo final com o negócio; e
  3. É importante montar times de discussão dentro da empresa, pensando em possíveis caminhos ao longo do crescimento, porque em algum momento haverá pressão para que você siga caminhos específicos. Pensando antes, com seu time, você tem mais argumentos para decidir se um caminho daria certo ou se não deve ser seguido.

Mesmo agindo de acordo com esses pontos, a chance de errar em algum momento sempre existe. O fracasso faz parte da jornada de qualquer empreendedor, e isso não é ruim, apenas significa que você formulou alguma pergunta errada no desenvolvimento da ação e precisa reformular algumas ideias.

Um dos modelos de time que mais funciona, e que tem sido bastante utilizado por empresas de sucesso, é o de áreas descentralizadas. Nesse formato, há pequenos times, normalmente de até 8 pessoas, com um objetivo comum/problema a ser resolvido. São como várias “microempresas” dentro da empresa, com pessoas de áreas diferentes. Agora, se mesmo assim seu time ainda não estiver mostrando bons resultados, uma técnica utilizada por empresas com ritmo de crescimento frenético, como o Google, é a estrutura de incentivo.

A ideia dessa estrutura se baseia em várias formas de avaliações e processos para que seus colaboradores se sintam “pressionados” de uma maneira positiva. Se a sua empresa não está acostumada a trabalhar nesse formato, é bem provável que haja resistência durante a implementação por parte de funcionários, mas ela deve ser feita mesmo assim. Conhecer um pouco mais sobre sistema de metas e cultura de resultados, além de ferramentas como o OKR -sistemas de metas que ajuda alinhar e engajar o time em torno de metas, tipicamente trimestrais – também pode ajudar bastante.

Por mais duro que seja a organização, em alguns momentos, deve vir em primeiro lugar. Se houver resistência e algumas pessoas saírem – ou tiverem que ser demitidas – isso acontecerá em prol da cultura e eficiência da empresa. Manter a empresa rodando nem sempre é fácil, na maior parte das vezes exige muito foco e paciência, mas vale a pena.

Por Endeavor.

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