Gestão

A importância da criatividade no empreendedorismo

Geralmente, não damos atenção a uma das principais características que podem fazer a diferença em nossa vida pessoal e no nosso ambiente de trabalho. Estou me referindo à criatividade. Todos sabemos que ações criativas fazem a diferença e conferem uma posição de destaque, porém, nos acostumamos a simplesmente aceitar que não somos tão aptos a usá-la e acabamos por não aprimorar nosso processo criativo.

A criatividade possibilita que você adquira certa autonomia, que o leva a adotar uma postura empreendedora não só na sua vida profissional, como também na pessoal. Você a utilizará nas situações em que precisa encontrar soluções para determinados problemas. Para aprimorá-la, busque ter ideias que tragam melhorias, pois a chave da criatividade está em ser inovador.

Alguns autores afirmam que o caminho para o sucesso está na capacidade de alocar nossas habilidades criativas para pensar e agir diferente, de forma a ser inovador em todas as situações que nos são apresentadas. Portanto, inovação é o fator principal para se aumentar as chances de atingir o sucesso em todos os aspectos de nossas vidas.
Dessa forma, procure buscar fazer algo diferente, que ninguém nunca fez. Busque soluções alternativas, quebre com os padrões convencionais. Não siga modelos prontos e formulados; foque no resultado desejado e pense em diversas alternativas para alcança-lo. E não desista tão facilmente, persista na procura por algo diferencial, único e benéfico.

É nesse sentido que ser criativo faz toda diferença para o empreendedorismo. Ela deve ser vista como uma ferramenta, que se usada constantemente lhe trará exclusividade e será o meio que o levará a uma posição de destaque. Tente aplicá-la em seu ambiente de trabalho na solução de problemas, na busca por novos métodos e processos que criem um diferencial para empresa, para realizações de tarefas e para otimizar a rotina de trabalho.

O escritor Roberto Menna Barreto sugere uma forma para despertar a criatividade que existe em você e que inclui uma combinação de três fatores básicos, que ele chama de BIP. Eles consistem em bom humor, irreverência e pressão. No contexto atual, a combinação dessas características será a chave para sobrevivência dos negócios.

Outra alternativa para desenvolver seu sistema criativo é trabalhar o brainstorming. Este processo, também conhecido como “tempestade cerebral”, propõe um debate criativo e inovador, que estimula a solução de problemas e o processo de tomada de decisão. Ele também é uma alternativa para lidar com as essas mudanças que nos são impostas, tanto em âmbito pessoal quanto no profissional. Muitas empresas americanas incentivam seus colaboradores a estimularem seu brainstorming através de práticas simples. Trabalham basicamente com projeções futuras, em qual cenário a empresa estará inserida em alguns anos, qual será o perfil e exigências dos clientes, quais obstáculos o mercado apresentará e quais táticas devem ser utilizadas para a inserção do produto.

Esses pontos podem ser aplicados em qualquer aspecto da sua vida. Ser inovador é também ser criativo e estar em sintonia com o ambiente ao seu redor. Uma mente ousada faz a diferença

Fonte: Descola Drops

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Competir ou diferenciar-se, eis a questão

Antes de iniciar a leitura deste artigo, responda: o que é mais importante para você, competir ou diferenciar-se?

Talvez você se sinta dividido em ter de escolher entre uma coisa e outra, já que, para muitas pessoas, elas parecem inseparáveis. Afinal, como é possível competir sem se diferenciar? E para que se diferenciar se não for para competir, certo? Não é à toa que hoje em dia se fala tanto em “diferencial competitivo”.
Pois eu acho que competir e diferenciar-se são coisas opostas. Se você escolhe competir, terá dificuldades em se diferenciar. Se escolhe diferenciar-se, deixa de competir. Muito estranha a minha teoria? Então deixe-me explicá-la e talvez você me dê razão.

Veja, enquanto você estiver preocupado em competir, sua tendência será fazer o que todo mundo faz para atingir determinado resultado. Se por exemplo seus “competidores” fazem certos cursos, leituras e treinamentos, você se sente na obrigação de fazer também, pois não quer ficar em situação de desvantagem. A idéia de competir, na verdade, só fará você se comparar aos outros constantemente e seguir as famosas “tendências do mercado”. Mas desde quando seguir “tendências” é se diferenciar? Seguir “tendências” é se comoditizar, isso sim!

Em vez de competir, você deveria se preocupar mesmo é em concorrer, ou seja, “correr com”, correr junto. Isso significa ter consciência de que cada profissional é único em suas habilidades, potenciais, pontos fortes e fracos. E assim como cada um é único, sua trajetória de desenvolvimento também é única, suas oportunidades e necessidades são únicas, sua carreira é única. A ideia de concorrer nos deixa mais livres para ser nós mesmos e seguir nosso próprio caminho, sem termos de ficar nos comparando com os outros o tempo todo. Isso torna mais fácil descobrir e explorar o nosso diferencial.

Agora, o que entendo por “diferencial” não é aquilo que temos “a mais” quando competimos (o tal do diferencial competitivo), e sim uma característica única, um traço pessoal inimitável, uma marca registrada, algo que nos distingue dos outros. Diferencial é aquilo que só nós sabemos fazer ou fazemos de um modo todo especial; geralmente está ligado a experiências de vida que tivemos, habilidades que desenvolvemos ou talentos que possuímos.

Não é segredo para ninguém que apostar no diferencial profissional é a chave para uma carreira bem-sucedida. O problema é que muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer o que têm de diferente, já que estão muito acostumadas a se comparar com os outros. Um caso que considero típico é o de um gerente de compras que andava desanimado com a falta de perspectivas de carreira, apesar de todos os esforços que fazia para manter-se competitivo. Em um desabafo com o chefe, disse que estava pensando em mudar de área – e o chefe, preocupado em manter um bom funcionário, argumentou: “Você tem futuro aqui, é o melhor negociador deste departamento”. A conversa serviu para indicar ao gerente de compras qual era o diferencial dele. A partir daí, investiu em sua habilidade de negociador, mudou para a área de vendas e sua carreira enfim deslanchou.

Moral da história: se você não consegue perceber qual é o seu diferencial, preste atenção no que os outros dizem a seu respeito. Pergunte que qualidades veem em você, repare nos elogios que recebe, identifique aquilo que você faz como ninguém.

Por Leila Navarro para blog Atitude

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3 MUDANÇAS QUE VÃO AFETAR O MERCADO DE BELEZA BRASILEIRO EM 2017

O Brasil é o terceiro mercado global de beleza, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Mesmo com a queda de 6,7% nas vendas do setor entre 2014 e 2015, o brasileiro ainda destina 2% do seu orçamento aos produtos de beleza e higiene, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Apesar do tamanho desse mercado, não havia uma regulamentação específica para os profissionais que trabalham nos salões brasileiros até este ano. Segundo dados divulgados pela Anabel (Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza), o Brasil conta com 600 mil salões de beleza, mas poucos profissionais estão com sua situação formalizada.

Segundo o presidente da ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza), José Augusto Ribeiro, os salões passarão por um novo momento a partir de 2017. “Com a aprovação da Lei do Salão Parceiro, haverá mais segurança jurídica para os profissionais de beleza. Até então, o governo não reconhecia o trabalho de um profissional de beleza autônomo, por exemplo”, afirma Ribeiro.

Confira o que muda nos salões de beleza em 2017, em relação à legislação.

Lei do Salão Parceiro

O projeto de lei que entra em vigor no dia 27 de janeiro de 2017 apresenta um novo modelo de negócios para os salões do Brasil, garantindo maior segurança jurídica para os profissionais e donos do salão. “O projeto, que foi sancionado em outubro deste ano, considera manicures, depiladoras, maquiadores e cabeleireiros como profissionais parceiros.

Os funcionários podem escolher entre trabalhar dentro das regras da CLT ou em parceria com o dono do salão, desde que cumpram suas obrigações legais”, afirma Ribeiro.

O profissional-parceiro poderá atuar como um microempreendedor individual (MEI) ou um pequeno empreendedor dentro do salão, sem precisar ter vínculo empregatício com o dono do estabelecimento. Dessa maneira, todas as relações trabalhistas seguirão esse modelo de parceria.

Impostos separados

Com a aprovação da Lei Complementar 155/2016, conhecida como programa Crescer Sem Medo, haverá uma mudança na maneira como os salões de beleza pagam seus impostos.

Agora, os valores recebidos pelos profissionais que atuam em parceria com o dono do salão deixarão de integrar a receita bruta. Isso significa que os custos tributários serão divididos entre as partes.

Ribeiro afirma que essa lei simplifica a tributação, já que dono do salão e funcionários poderão fazer seus cálculos separadamente.

Certificado pela ABNT

Outra medida que será aplicada aos salões e beleza em 2017 será a certificação dos estabelecimentos de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Essas normas, desenvolvidas em parceria com o Sebrae, incluem boas práticas no atendimento ao cliente, higienização de instalações, esterilização de utensílios, treinamento de parceiros, entre outros. “Agora, o salão de beleza que garantir a qualidade dos serviços e se adequar à ABNT ganhará a certificação e poderá assim se diferenciar dos demais”, diz Ribeiro.

Fonte: Revista PENG

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Sua empresa está em crescimento? Saiba como crescer sem perder a essência do negócio

Crescer pelos caminhos certos é desafiador, mas rende ótimos resultados.

Maria sempre foi inquieta. Desde pequena queria fazer algo que deixasse uma marca positiva no mundo — e não demorou muito até abrir sua primeira empresa. Cansada das soluções que o mercado de tecnologia oferecia, ela e sua amiga juntaram todas as economias, apostaram em um sonho e começaram a colocar a mão na massa. Em menos de cinco anos o negócio já tinha ganhado um lugar no mercado e crescia quase 100% ao ano. Tudo parecia ir bem, até que os números começaram a cair.

Por mais que os resultados gerais ainda fossem bons, não eram os mesmos dos primeiros anos do negócio. Para acabar com esse gap, Maria apostou em uma nova linha de produtos. O problema era que eles não tinham uma ligação tão clara com o core business do negócio — mas desesperadas para crescer a qualquer custo, as sócias ignoraram essa informação. E de um novo produto veio um novo serviço, um novo modelo de negócio e, sem perceber, ideia atrás de ideia, elas começavam a se afastar da essência da empresa. É aí que mora o perigo.

Um dos erros mais comuns cometidos por empreendedores na hora de expandir é a falta de foco. Muitas empresas passam por um período de crescimento muito alto, mas que, com o tempo, diminui. Na loucura de querer fazer o negócio voltar a crescer, os empreendedores acabam trocando os pés pelas mãos e atirando para todo lado, assim como a nossa amiga Maria. Se esse é seu caso, não se desespere, a solução para esse dilema é relativamente simples: tire um tempo para refletir.

Conheça outros negócios, converse com alguns colaboradores e clientes e só depois disso estruture a nova estratégia da empresa. Por mais que a queda nos resultados não seja o melhor dos cenários, ela é uma ótima forma de repensar pontos essenciais ao seu negócio. Diego Torres, fundador da Acesso Digital, já viveu muitas experiências e compartilhou 3 pontos que podem ajudar, e muito, quem está enfrentando essa dor:

  1. Os empreendedores que se concentram em um produto, na sua essência e proposta inicial, são os que sobrevivem. Muitos podem criar mais produtos, mais empresas, mas quando vendem “qualquer coisa”, perdem clientes — abandonam o propósito original;
  2. A reflexão interna, pensando no que o move e nos seus objetivos, deve ser diária. Temos muita pressão para crescermos o tempo inteiro, mas nem sempre refletimos sobre como queremos fazer isso, ou qual é o nosso objetivo final com o negócio; e
  3. É importante montar times de discussão dentro da empresa, pensando em possíveis caminhos ao longo do crescimento, porque em algum momento haverá pressão para que você siga caminhos específicos. Pensando antes, com seu time, você tem mais argumentos para decidir se um caminho daria certo ou se não deve ser seguido.

Mesmo agindo de acordo com esses pontos, a chance de errar em algum momento sempre existe. O fracasso faz parte da jornada de qualquer empreendedor, e isso não é ruim, apenas significa que você formulou alguma pergunta errada no desenvolvimento da ação e precisa reformular algumas ideias.

Um dos modelos de time que mais funciona, e que tem sido bastante utilizado por empresas de sucesso, é o de áreas descentralizadas. Nesse formato, há pequenos times, normalmente de até 8 pessoas, com um objetivo comum/problema a ser resolvido. São como várias “microempresas” dentro da empresa, com pessoas de áreas diferentes. Agora, se mesmo assim seu time ainda não estiver mostrando bons resultados, uma técnica utilizada por empresas com ritmo de crescimento frenético, como o Google, é a estrutura de incentivo.

A ideia dessa estrutura se baseia em várias formas de avaliações e processos para que seus colaboradores se sintam “pressionados” de uma maneira positiva. Se a sua empresa não está acostumada a trabalhar nesse formato, é bem provável que haja resistência durante a implementação por parte de funcionários, mas ela deve ser feita mesmo assim. Conhecer um pouco mais sobre sistema de metas e cultura de resultados, além de ferramentas como o OKR -sistemas de metas que ajuda alinhar e engajar o time em torno de metas, tipicamente trimestrais – também pode ajudar bastante.

Por mais duro que seja a organização, em alguns momentos, deve vir em primeiro lugar. Se houver resistência e algumas pessoas saírem – ou tiverem que ser demitidas – isso acontecerá em prol da cultura e eficiência da empresa. Manter a empresa rodando nem sempre é fácil, na maior parte das vezes exige muito foco e paciência, mas vale a pena.

Por Endeavor.

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As Armadilhas do Crescimento

Crescer pelos caminhos certos é desafiador, mas rende ótimos resultados. Saiba como não desviar da essência da empresa

Maria sempre foi inquieta. Desde pequena queria fazer algo que deixasse uma marca positiva no mundo — e não demorou muito até abrir sua primeira empresa. Cansada das soluções que o mercado de tecnologia oferecia, ela e sua amiga juntaram todas as economias, apostaram em um sonho e começaram a colocar a mão na massa. Em menos de cinco anos o negócio já tinha ganhado um lugar no mercado e crescia quase 100% ao ano. Tudo parecia ir bem, até que os números começaram a cair.

Por mais que os resultados gerais ainda fossem bons, não eram os mesmos dos primeiros anos do negócio. Para acabar com esse gap, Maria apostou em uma nova linha de produtos. O problema era que eles não tinham uma ligação tão clara com o core business do negócio — mas desesperadas para crescer a qualquer custo, as sócias ignoraram essa informação. E de um novo produto veio um novo serviço, um novo modelo de negócio e, sem perceber, ideia atrás de ideia, elas começavam a se afastar da essência da empresa. É aí que mora o perigo.

Um dos erros mais comuns cometidos por empreendedores na hora de expandir é a falta de foco. Muitas empresas passam por um período de crescimento muito alto mas que, com o tempo, diminui. Na loucura de querer fazer o negócio voltar a crescer, os empreendedores acabam trocando os pés pelas mãos e atirando para todo lado, assim como a nossa amiga Maria. Se esse é seu caso, não se desespere, a solução para esse dilema é relativamente simples: tire um tempo para refletir.

Conheça outros negócios, converse com alguns colaboradores e clientes e só depois disso estruture a nova estratégia da empresa. Por mais que a queda nos resultados não seja o melhor dos cenários, ela é uma ótima forma de repensar pontos essenciais ao seu negócio. Diego Torres, fundador da Acesso Digital, já viveu muitas experiências e compartilhou 3 pontos que podem ajudar, e muito, quem está enfrentando essa dor:

  1. Os empreendedores que se concentram em um produto, na sua essência e proposta inicial, são os que sobrevivem. Muitos podem criar mais produtos, mais empresas, mas quando vendem “qualquer coisa”, perdem clientes — abandonam o propósito original;
  2. A reflexão interna, pensando no que o move e nos seus objetivos, deve ser diária. Temos muita pressão para crescermos o tempo inteiro, mas nem sempre refletimos sobre como queremos fazer isso, ou qual é o nosso objetivo final com o negócio; e
  3. É importante montar times de discussão dentro da empresa, pensando em possíveis caminhos ao longo do crescimento, porque em algum momento haverá pressão para que você siga caminhos específicos. Pensando antes, com seu time, você tem mais argumentos para decidir se um caminho daria certo ou se não deve ser seguido.

Mesmo agindo de acordo com esses pontos, a chance de errar em algum momento sempre existe. O fracasso faz parte da jornada de qualquer empreendedor, e isso não é ruim, apenas significa que você formulou alguma pergunta errada no desenvolvimento da ação e precisa reformular algumas ideias.

Um dos modelos de time que mais funciona, e que tem sido bastante utilizado por empresas de sucesso, é o de áreas descentralizadas. Nesse formato, há pequenos times, normalmente de até 8 pessoas, com um objetivo comum/problema a ser resolvido. São como várias “microempresas” dentro da empresa, com pessoas de áreas diferentes. Agora, se mesmo assim seu time ainda não estiver mostrando bons resultados, uma técnica utilizada por empresas com ritmo de crescimento frenético, como o Google, é a estrutura de incentivo.

A ideia dessa estrutura se baseia em várias formas de avaliações e processos para que seus colaboradores se sintam “pressionados” de uma maneira positiva. Se a sua empresa não está acostumada a trabalhar nesse formato, é bem provável que haja resistência durante a implementação por parte de funcionários, mas ela deve ser feita mesmo assim. Conhecer um pouco mais sobre sistema de metas e cultura de resultados, além de ferramentas como o OKR -sistemas de metas que ajuda alinhar e engajar o time em torno de metas, tipicamente trimestrais – também pode ajudar bastante.

Por mais duro que seja a organização, em alguns momentos, deve vir em primeiro lugar. Se houver resistência e algumas pessoas saírem – ou tiverem que ser demitidas – isso acontecerá em prol da cultura e eficiência da empresa. Manter a empresa rodando nem sempre é fácil, na maior parte das vezes exige muito foco e paciência, mas vale a pena.

Por Endeavor.

 

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Inteligência emocional vale mais que QI alto

Já se tornou um clichê no mundo corporativo (e de best-sellers) louvar a inteligência emocional como um requisito fundamental para obter sucesso na carreira. Mas agora novos estudos garantem que essa qualidade é até mais importante do que o QI de uma pessoa.

A consultoria Egon Zehnder International, por exemplo, avaliando o desempenho de 515 executivos, descobriu que os mais bem-sucedidos exibiam maior inteligência emocional, independentemente de seu QI. Outro estudo, do Center for Creative Leadership (CCL), mostra que as principais causas de fracasso de um líder estão relacionadas à sua inapetência emocional, que provoca dificuldades em adotar mudanças, inabilidade de trabalhar em equipe e relações interpessoais pobres.

O que é confirmado por estudo do Carnegie Institute of Technology, segundo o qual 85% de nosso sucesso financeiro se deve a talentos em engenharia humana, isto é, capacidade de relacionamento e liderança.

A inteligência emocional pode ser avaliada por quatro critérios. Primeiro, a autoconsciência, ou seja, a capacidade de entender as próprias emoções, suas forças e fraquezas. Depois, a habilidade de controlar emoções, direcionando-as para o rumo certo e evitando reações intempestivas.

Em terceiro lugar, a empatia, que é a capacidade de entender as necessidades dos outros. Por último, as habilidades sociais, que criam um ambiente de relacionamento positivo. E, quanto mais alto o escalão de poder na empresa, maior deve ser essa inteligência emocional, com resultados que afetam toda a cadeia produtiva.

Por Época Negócios

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Como A Toyota Faz Melhorias

“Por que não tornar o trabalho mais fácil e mais interessante para que as pessoas não tenham que ‘transpirar’. O estilo Toyota não é a geração de resultados através do trabalho duro”. Taiichi Ohno

 

A Toyota é famosa por ter criado a produção com o conceito do Just in Time. Para se conseguir este modelo de produção os Operadores não precisam somente saber como fazer o seu trabalho, eles precisam saber como identificar problemas, pensar como solucionar e ter habilidades e responsabilidades para modificar como o trabalho que deve ser feito.

Logo, os operadores precisam saber “fazer” e saber “pensar” sobre o trabalho que está sob a sua responsabilidade.

Um dos casos mais característicos que demonstram como a Toyota trabalha, é o caso de Shigeo Shingo, um dos engenheiros de Ohno, que desenvolveu o conceito de Poka-Yoke. Ele incentivou aos Operadores de uma das plantas da Toyota a desenvolverem dispositivos muito simples que prevenissem problemas de qualidade. Ministrou pequenos treinamentos sobre o conceito de Poka-Yoke e após um ano, centenas de dispositivos tinham sido desenvolvidos e implantados, pelos operadores, para prevenir problemas de qualidade.

Este modelo faz com que as melhorias sejam feitas no local de trabalho, o que é fundamental para melhorar continuamente as operações. E a Toyota faz isso muito bem, chega a implementar quase dez idéias por funcionário por ano.

Em contrapartida, muitas empresas fazem todas as suas melhorias “encomendadas” pela alta administração ou por grupo de técnicos “predestinados e certificados”, gerando pouco ou nenhum envolvimento com a linha de produção. Em outras empresas, a Gestão não estimula a participação das pessoas, por vezes dificultando a sua participação.

Como, então, mudar para alcançar a Excelência Operacional, melhorando continuamente?

Existem três dimensões que devem ser desenvolvidas conjuntamente, nas empresas:

  • – Como fazer a Gestão do dia-dia;
  • – Como fazer as Melhorias; e
  • – Como Suportar toda a Transformação na empresa.

A importância da Gestão do dia-dia em um ambiente empresarial favorável – Como dissemos anteriormente a cultura da Toyota incentiva a todos a fazerem melhorias, em todos os lugares e em todos os dias, com o objetivo de simplificar o seu trabalho e eliminar os Mudas de todos os processos.

Mas só a cultura não é suficiente, os líderes têm que exercer um estilo de liderança natural sobre os seus times, por meio da transmissão do conhecimento e da capacitação dos seus liderados. Podemos dizer, que os Lideres formam e desenvolvem os seus Times Naturais, para que possam estar perfeitamente alinhados aos valores e princípios da empresa.

Todo este trabalho de capacitação pela liderança não é feito de forma burocrática e sobre temas extremamente complexos, mas através da diretriz: “Aprender Fazendo e Aprender Ensinado”, com base nas necessidades dos comportamentos dos Operadores, que vão melhorar os processos e o local de trabalho no dia-dia.

Portanto, o conceito do Daily Kaizen – Atividades Diárias do Kaizen vão desde a manutenção e sustentabilidade do padrão estabelecido pela melhoria anteriormente feita, até o desenvolvimento de novas melhorias incrementais e a capacitação e desenvolvimento dos times naturais.

Dentro do conceito de Daily Kaizen, outro ponto extremamente importante é a Gestão de topo da empresa, ela deve ir ao gemba continuamente para ouvir, avaliar e mostrar o respeito para com aqueles que estão melhorando continuamente seus processos e os locais de trabalho.

Como fazer com que as Melhorias de “breakthrough” convivam com as Melhorais diárias do Daily Kaizen– A necessidade de um processo estruturado e alinhado com a filosofia da empresa é obrigatória para que as transformações ocorram de maneira ordenada e contínua. A Toyota tem processos de gestão da melhoria claros e explícitos para isso.

Quando os operadores das linhas têm um problema no local de trabalho, eles devem ter um caminho claro para sugerir melhorias. A idéia sugerida deve ser trabalhada de forma ágil e sem burocracia por grupos chamados “Círculos de Controle da Qualidade”.

Por outro lado, periodicamente a Gestão de topo deve fazer uma análise de todo o fluxo que gera valor ao cliente e identificar melhorias, através de Eventos que, nós do Kaizen Institute, chamamos de GembaKaizen. Estas melhorias normalmente são Melhorias de “breakthrough”, que fazem uma transformação significativa nos processo ou nos fluxos de produção.

O modelo deve fazer com que Melhorais incrementais e Melhorais de “breakthrough”, possam conviver no dia-dia, pois um processo claro e bem orientado pelas lideranças está estabelecido.

As empresas têm que estar preparadas e capacitadas para fazer uma análise do seu Sistema Produtivo e rapidamente identificar os potenciais ganhos e propor novas soluções de baixo investimento – o que nós do Kaizen Institute chamamos, todo este ciclo, de “Value Stream Design”.

Fazer uma análise do fluxo de valor da produção ou do supply chain é uma tarefa onde deve ser utilizado todo o conhecimento do modelo Kaizen-LEAN, a capacidade de enxergar as oportunidades e de propor soluções para eliminar os grandes desperdícios.

Como Suportar toda a Transformação na empresa – A razão pela qual tudo isso funciona na Toyota, é por causa da definição clara dos papéis e competências dos diversos níveis de gestão.

Na Linha de Produção os Operadores sabem o verdadeiro significado e valor de cada Trabalho Padronizado estabelecido – não apenas na teoria. Eles têm as habilidades e o conhecimento para resolver problemas e uma visão clara de todo o processo.

Os Líderes são fundamentais no desenvolvimento dessas competências. Eles verificam e confirmam que os procedimentos padrões foram postos em prática e se os trabalhadores estão totalmente de acordo com eles.

Essa Liderança deve melhorar os processos através do “coaching”, questionando e não exigindo. Fazendo com que Operadores pensem e assumam a responsabilidade pela geração de idéias de melhoria.

Gestores devem motivar os Operadores, comunicando sempre a visão corporativa, incentivando e valorizando todo o processo de Transformação da Empresa.

A Liderança e a Gestão devem ser orientadas pela Direção a avaliar o desempenho da Produção com base nos processos e nos resultados e não somente pelos números. Pois, sem o conhecimento do conteúdo do trabalho e dos processos, a Liderança não pode efetivamente tornar-se um treinador.

Uma visão clara para onde, como, quando e porque a organização precisa se transformar continuamente na busca da Excelência Operacional deve ser definida pela Direção da empresa.

André Vital para Kaizen

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